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ENTREVISTA: VITOR RODRIGUES – VOODOOPRIEST

Postado 16 de abril de 2013 às 17:24

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“King Diamond é uma das minhas maiores influências no vocal” – Vitor Rodrigues

Por Luciano Piantonni

Todos já estão cansados de saber que o VOODOOPRIEST é a nova banda de Vitor Rodrigues, famoso por integrar o Torture Squad por anos. Sua nova empreitada – ao lado de outras feras da cena – deixou de ser uma promessa, e se revelou um dos grandes nomes do Metal nacional, com o lançamento do EP auto intitulado, além da realização de shows “raçudos”, cheios de energia, e muito bem comentados, destacando seu som bastante encorpado, variando entre o Thrash e o Death com maestria.

Em São Paulo, eles fizeram um concorrido show de estreia, cercado de imprensa e fãs, mostrando que o VOODOOPRIEST pode muito mais.

Aproveitamos uma folga do vocalista para batermos um papo.

HARD AND HEAVY- O EP de estreia do Voodoopriest tem feito bastante barulho na cena, sendo um dos CDs mais vendidos em uma conceituada loja da Galeria do Rock. Agora que o Voodoopriest deixou de ser uma “expectativa” e virou uma “realidade”, como você avalia essas composições?

Vitor Rodrigues – Foi um caminho de certa forma rápido, mas natural. O que era abstrato se tornou concreto ao longo de cada ensaio, e agora com os shows sendo realizados, pudemos sentir que a confiança vai se tornando parte da banda. O fato do EP ser o mais vendido é a prova de que estamos no caminho certo e vai credenciando o Voodoopriest a ser uma das forças do metal nacional.

 

HARD AND HEAVY – Todos os integrantes participaram do processo de composição das músicas?

VITOR RODRIGUES – Para o EP eu já tinha composto duas músicas.  O Renato De Luccas e o César Covero vieram com mais sons, e ficamos todos lapidando cada uma delas até chegar o dia da gravação. Todos participaram do processo dando opiniões e sugestões para que as músicas ficassem do jeito que a gente queria.

 

HARD AND HEAVY – Por que vocês optaram por lançar um EP e não um disco completo?

VITOR RODRIGUES Optamos, na verdade, o formato do EP para apresentar ao público a sonoridade do Voodoopriest e ver seu impacto na cena. Foi uma espécie de cartão de visitas para sabermos o que funcionaria ou não, e pelo visto o público está curtindo muito.

 

HARD AND HEAVY – Como está o processo de criação do primeiro full lenght da banda?

VITOR RODRIGUES Temos muitas músicas, mas estamos dando espaço no momento aos shows de divulgação do EP. Creio que na metade do ano estaremos organizando e começando o processo de criação do primeiro trabalho full lenght do Voodoopriest.

HARD AND HEAVY – Qual a comparação que você faria entre seu trabalho no Torture Squad, com o Voodoopriest?

VITOR RODRIGUES Creio que não foge muito do que eu fazia no Torture Squad, o que mudam são as novas influências agregadas às minhas, e isso já diferencia o estilo das duas bandas, mesmo porque o Voodoopriest tem duas guitarras e membros com uma diversidade musical muito grande, e é isso que dá alquimia e personalidade na hora de compor e tocar.

 

HARD AND HEAVY – Eu mesmo, percebo que seus vocais expandiram, criando algo mais versátil, mais flexível, com relação ao que desenvolvia no TS…

VITOR RODRIGUES Isso foi graças ao Brendan Duffey, do Norcal Studios, que me fez ir mais por esse lado. Aproveitar o dom que tenho de mudar os timbres de voz e aplicar isso ao som. O resultado foi muito satisfatório e me fez lembrar o motivo pelo qual optei por usar essa habilidade. Há tempos atrás, no começo da minha carreira, ficava intrigado com a facilidade do King Diamond de fazer tantas vozes em uma música, e pensei se isso funcionaria para o meu estilo, que era mais voltado ao thrash e death.  Na gravação do EP, essa grande influência ficou latente, e mostrou a versatilidade e a facilidade com a qual eu posso mudar o timbre da minha voz. Ou seja, King Diamond é uma das minhas maiores influências no vocal.

 

HARD AND HEAVY – O show de estreia em SP deixou uma excelente impressão. O que você achou da recepção do público?

VITOR RODRIGUESFoi uma recepção fantástica! Uma noite realmente especial e histórica. Agradeço de coração e de alma a presença do público em plena sexta-feira. Muita gente saindo do trampo e indo direto ao Hangar 110 pra prestigiar o Voodoopriest, juntamente com o Command 6 e Hatematter. O público curtiu muito o show e pudemos ver o apoio fenomenal que os headbangers estão nos dando. É por isso que são… HEADBANGEEEEERS!!

HARD AND HEAVY – No entanto, eles “pegaram fogo” durante as duas músicas do Torture Squad. Você acha que isso tem a ver com muitos ainda não conhecerem a fundo a música do Voodoopriest?

VITOR RODRIGUES Creio que sim. Acabamos de lançar o EP que, aliás, o show no Hangar era justamente o show de estreia dele, e estamos galgando os primeiros degraus até firmar o nome da banda na cena, mas com toda a certeza, aos poucos o pessoal assimilará o som do Voodoopriest e isso é apenas o começo.

 

HARD AND HEAVY – Musicalmente o Voodoopriest é superior ao Torture Squad. Como você chegou aos músicos que compõem a banda?

VITOR RODRIGUES Não acho que o Voodoopriest seja superior ao Torture Squad e vice-versa. Para mim são duas bandas com estilos diferentes. Bem, quando saí do Torture Squad a primeira coisa que iria fazer é dar um tempo pra mim mesmo. Viajar, tirar uns meses e pensar no que fazer mais pra frente. Pensaria em banda apenas no começo de 2013, porém, ao abrir e se deparar com tantas mensagens e e-mails de apoio, força, energia positiva, decidi então voltar nessa minha decisão e montar uma nova banda. César Covero foi o primeiro cara que me enviou duas músicas fantásticas – uma delas foi Kamakans – e eu curti muito e decidi conversar com ele. Aliás, já o conhecia desde 2002, quando o Torture Squad fez sua primeira turnê ao lado do Nervochaos, e ele curtiu a ideia de montar esse projeto que seria o Voodoopriest. O Renato De Luccas, eu o conheci em um show em Piracicaba (SP) quando o Exhortation abriu o show do TS. Fiquei impressionado com a técnica e o estilo dele. Entrei em contato e ele me disse que me ajudaria no projeto, então pedi para mandar um som, para analisá-lo melhor, e bem no dia que eu iria fechar o line-up das guitarras, abri o meu e-mail e me deparo com uma composição já com a bateria incluída. Era a Reborn. Bingo! Renato estava no grupo, e ele ainda trouxe o baixista Bruno Pompeo, do Aggression Tales, um músico muito talentoso, e com uma vasta cultura musical. Edu Nicolini foi um prêmio, e quem me deu a “letra” foi o Marcos do Claustrofobia. Ele me disse que o Edu estava sem banda. Entrei em contato e em poucos minutos ele já estava no grupo.

 

HARD AND HEAVY – Você acha que o fato de trabalhar com duas guitarras facilita na hora de compor músicas com várias passagens, riffs e excelentes solos? Como você avalia a dupla de guitarristas do Voodoopriest?

VITOR RODRIGUES Exatamente. Preza muito a melodia e dá mais peso às bases de guitarra na hora do show. Covero e De Luccas são grandes guitarristas e ótimos compositores e estão bastante entrosados, e a fusão dos estilos de cada um deles determinou uma alquimia fantástica. Covero vem de uma escola mais death metal com influências de Morbid Angel e Meshuggah entre outras. Dono de uma pegada precisa na mão direita, um verdadeiro monstro da guitarra base além de solos agressivos, já Renato De Luccas vem de uma escola mais nova, mas nem por isso irrelevante. Muito criativo, com influências de Carcass e um verdadeiro fazedor de riffs com uma pegada potente, mas são seus solos que ilustram bem seu estilo. São solos melódicos, e que ficam na cabeça por muito tempo. Eles se entrosaram de tal maneira que posso afirmar, com toda a certeza, que o Voodoopriest tem dois dos melhores guitarristas do Brasil.

HARD AND HEAVY – E em relação ao baterista Edu Nicolini. O que você acha de sua performance? Digo isso, porque em minha opinião, ele é o melhor do Brasil no estilo mais extremo…

VITOR RODRIGUES Acho a performance dele fenomenal. Nas gravações de bateria do EP suas ideias e estilo fundiram perfeitamente com a musicalidade da banda. Edu tocou muitos anos em bandas de hardcore, e sua contribuição do Voodoopriest está sendo perfeita e isso dá personalidade à banda.

HARD AND HEAVY – Durante o show de estreia em SP, vocês captaram imagens para o videoclipe da música Juggernaut. O que você pode nos adiantar desse vídeo?

VITOR RODRIGUES Em conjunto com o pessoal do Studio Kaiowas discutimos a possibilidade de se fazer um videoclipe. Eles já tinham feito para o Torture Squad, Shadowside, Kamala e outras bandas, e como já tínhamos uma amizade, então a coisa rolou naturalmente. O vídeo será como a música, simples e direto. Queremos mostrar, com o som e as imagens, a energia da banda ao vivo interagindo com o público, aliás, imagens do show de estreia do Voodoopriest em SP que por si só, já serve de documentação desse momento especial pra gente. Não temos data definida ainda, mas com certeza o pessoal irá saber da estreia do vídeo muito em breve.

 

HARD AND HEAVY – Quais são os próximos planos do Voodoopriest?

VITOR RODRIGUES Voodoozar tudo e a todos! (risos) Temos muitos planos, fazer mais show para a divulgação da banda, ensaiar bastante e compor mais ainda. Nosso objetivo é tornar o Voodoopriest mais uma força do metal nacional, mas tudo depende também do apoio dos headbangers e fãs da música pesada em todo o país. Prestigiem as bandas nacionais para que elas possam realizar esses objetivos e tornar o cenário brasileiro mais forte ainda.

 

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