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Marduk – Clash Club – São Paulo/SP – 18/04/15

Postado 11 de junho de 2015 às 04:27

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Por Thamy Melo / Fotos por: Evandro Camellini

Para o gigante sueco Marduk, o Brasil virou parada obrigatória, fato que é excelente. Fomos incluídos na turnê de divulgação do novo álbum “Frontschwein”, por iniciativa das produtoras Damar e Cronos. Desta vez, o evento contaria com duas bandas nacionais na abertura, e o local de encontro, a Clash Club.

Com um publico ainda pequeno, às 18h55, os paulistas do In Soulitary inauguraram a noite com faixas de seu novo trabalho “Confinement”. Não fosse o som extremamente alto e estourado, a ponto de incomodar os ouvidos, a abertura teria sido bem melhor. Pelo que se pôde apreender, o grupo pratica um som peculiar e criativo, uma mescla de Thrash Metal com Death e um algo de Power, que inclui teclados harmoniosamente combinados com o peso de sua música. Em vinte e cinco minutos de apresentação intensa, os integrantes Marcel Briani (vocal), Danny Schneider e Rafael Pacheco (guitarras), Elder Oliveira (baixo), André Bortolai (teclado) e Matthew Liles (bateria), iniciaram o show com “Written To Life” e “Behind The Rows”, com um interessante trabalho de teclado. André se destacou pela animada e interativa presença de palco, e o resto da banda não deixou por menos, sempre vibrantes. O cover “Evil Dead” do Death despertou reações mais intensas da plateia, seguida da pedrada “Devil´s Playground” e por fim “Raven King”, a mais bela faixa do set. Se uma banda com estilo bem diferente da atração principal, e condições adversas de som conseguiu agradar os presentes e deixar essa boa impressão, decerto deve-se manter os olhos (e ouvidos!) nela.

Quase meia hora depois, a banda carioca Castifas impregnou a Clash com seu Black Metal cru e tradicional, além do devido visual. Hoertel (vocais), Deathcult (guitarra), Korzaak Verkes (baixo) e M.Kult (bateria) estão em tour de divulgação do novo álbum “Bloodlust And Hate”, e abriram a apresentação com a faixa título. Sem muita conversa, o vocalista se dirigiu ao público para anunciar o novo álbum e declarar satisfação em abrir para o Marduk aquela noite. O set seguiu com as faixas “A World Of Bones”, “Screams And Torment”, “Kingdom Of Satan” e o desfecho “Lucifer My Master”. Com público um pouco maior, notável presença de fãs da banda e som ainda alto demais, o último anfitrião nacional se despediu às 20h15.

Quinze minutos depois, os preparos no palco se desenrolaram com certa morosidade e falta de estrutura da casa. Mais de dez minutos foram necessários para um membro da equipe pendurar a bandeira da banda, em “performance” perigosa numa escada quase sem apoio. Fato que teria sido evitado com planejamento prévio.
Finalmente às 20h45 a intro é solta, e aos poucos o Marduk surge no palco, aclamado desde o início. Com a brutalidade no nível máximo, o set é aberto com a intensa “Frontschwein”. Mortuus cumprimenta o público paulista e sem mais delongas anuncia “The Blond Beast” com seu ritmo um pouco diferenciado (de forma interessante), e muito bem recebido pelos fãs. Um dos momentos em que mais se viu cabeças batendo.

 

O ritmo do show sempre rápido, sem muitas interações, com Mortuus clamando o público que por sua vez clamava “Marduk” de punhos cerrados ao alto. O set seguiu equilibrado com “Slay The Nazarene”, “The Levelling Dust” e “502”.  De volta para o mais recente trabalho, “Wartheland”, de longe uma das melhores do álbum. “Serpent Sermons” veio antes de uma pequena parada, com o opressivo som entre músicas marcando presença. As clássicas “Cloven Hoof”, “Burn My Coffin” e “Into Utter Madness” fecharam mais uma insana trinca dos suecos.

“Womb Of Perishableness”, com sua cadencia contagiante, veio dar “descanso” aos já comprometidos pescoços, apenas para serem massacrados novamente com a frenética “Warschau”. “The Black…” conduziria o setlist para o bis, mas após uma espera duvidosa, terminou por fechar o show em definitivo. Não seria uma forma ruim de terminar, não fosse o fato de cortarem o encore devido ao horário de entrega da casa, horário esse claramente mal administrado. Segundo rumores, o mesmo contaria com dois clássicos obrigatórios da banda.

Em um misto de sentimentos fica a expectativa de breve retorno, mais satisfatório em termos de som, horários e principalmente casa, esta, tão criticada pelos fãs, imprensa e até mesmo bandas.  O sábado despediu mais uma apresentação intensa do gigante sueco ainda em plena forma, que se foi com um gostinho de quero mais.

 

 

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