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Ministry – Audio Club – São Paulo/SP – 06/03/15

Postado 17 de março de 2015 às 12:23

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Por Luciano Piantonni / Fotos: Flávio Santiago

Apesar de surgido ainda nos anos 80, o Ministry ficou popular, mesmo, no início da década de 90, com as “novas tendências” da época, privilegiando o grunge, o alternativo, e até mesmo o “funk metal”… Praticando um industrial com o peso do metal (até rimou!), pode se dizer que o Ministry foi um “pré-Slipknot” de seu tempo (ainda que o som e o visual deste segundo, seja bem diferente, se é que me entendem…)

Seus maiores clássicos, sem dúvidas, são os álbuns, “The Mind Is A Terrible Things To Taste” (1989) e “Psalm 69: The Way To Succeed…” – ainda que muitos adorem o “The Land Of Rape And Honey” (1988). A verdade é que depois disso, o Ministry lançou álbuns até que legais, mas que passaram despercebido da grande maioria, uma vez que a inspiração parece ter estagnado.

O anúncio da primeira visita do grupo ao Brasil – na verdade, formado pela mente insana do vocalista e multi instrumentista cubano, Al Jourgensen – pegou todos de surpresa, e logo na entrada você já via muita gente com um visual diferente do habitual – a sensação era de ter sido transportado para duas décadas atrás (no mínimo!)

A tour fazia parte da divulgação do último trabalho do Ministry, “From Beer To Eternity”, lançado em 2013, e que pode ser considerado um resgate aos “clássicos álbuns”.

A chuva que caiu sobre São Paulo naquela sexta, foi o bastante para atrasar o espetáculo em uma hora e fazer com que muita gente ficasse de fora, uma vez que mesmo com a pista cheia, notava-se que podia ter muito mais gente, na excelente Audio Club (antiga Seringueira), no bairro da Barra Funda.

Originalmente programado para as 21h30, o show teve início às 22h30, com Al, seguido de sua trupe, que trazia os músicos,  San Quirin (guitarra), Cesar Soto (guitarra), Tony Campos (baixo, Soulfly, Cavalera Conspiracy, Asesino, Prong…), Aaron Rossi (bateria, Prong, John 5, Ankla…) e John Bechdel (teclados e samplers, Fear Factory, Prong…)

Famoso pelo abuso de drogas pesadas e por ter morrido “algumas vezes”, Al Jourgensen, mesmo com seu estilão, “vodu”, me pareceu “limpo” de todas as substâncias do passado – fontes próximas garantem que ele está numa fase “zen”, e sem dúvidas era o grande foco no show – ao menos achei que ele podia se comunicar mais com a plateia, mas…

O set teve início com “Hail To His Majesty”, e dai em diante, eles foram ousados, pois o set se manteve focado nas músicas mais recentes – e dos últimos trabalhos – até a décima canção, com o público curtindo, mas nitidamente “frio” (veja setist abaixo)

A “explosão” do público, veio para valer, quando tocaram “N.W.O.”, “Just One Fix”, “Thieves” e “So What?”. Confesse que cabia muito mais sons dessa época, mas a satisfação de ver aqueles clássicos de uma geração não tão distante, sendo executados ali na sua cara, fez com que valesse a pena, a espera.

Uma pausa para o BIS, e eles voltam com mais duas da nova fase, “Khyber Pass” e “Enjoy the Quiet”. Sei que muitos esperavam por um set mais clássico, mas o legal é que mantiveram a mesma tour que tem rodado o mundo. Não é todo dia que você tem a chance de ver o Ministry, então, VALEU A EXPERIÊNCIA!

(*Veja Galeria de Fotos, abaixo)

 

Set:

1. Hail to His Majesty

2. Punch in the Face

3. PermaWar

4. Fairly Unbalanced

5. Rio Grande Blood

6. Señor Peligro

7. LiesLiesLies

8. Waiting

9. Worthless

10. Life Is Good

11. N.W.O.

12. Just One Fix

13. Thieves

14. So What

Encore:

15. Khyber Pass

16. Enjoy the Quiet

 

*Galeria: (Clique nas imagens para ver ampliadas!)

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