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CD: QUEENSRÿCHE – Queensrÿche

Postado 29 de agosto de 2013 às 18:15

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QUEENSRÿCHE
Queensrÿche
Shinigami – nac

Após uma década acumulando trabalhos que vão do péssimo ao, no máximo, o mediano, os americanos do Queensrÿche acertaram nas músicas e fizeram um álbum digno do nome que ostenta. Não, não estou dizendo que aqui ouvimos algo tão poderoso quanto ao primeiro Operation Mindcrime, ou uma superprodução como a de Empire, mas pela primeira vez em anos sente-se o feeling Hard/Metal da banda vivo, mesmo que o lado progressivo esteja menos evidente. O mais estranho é saber que tudo isso é sem seu líder Geoff Tate, que segue sem a banda assinando também como Queensrÿche, e, pasmem, com um álbum aquém do que ouvimos aqui.

A ausência de Tate poderia ser um problema por sua voz ser marca registrada do som da banda, mas seu substituto Todd La Torre traz nada mais que a voz de Tate, só que um pouco mais jovem (ou menos velho) e com cabelos… Talvez o cara pudesse ser acusado de plágio, mas a verdade é que a natureza o privilegiou de ter um timbre muito, mas muito semelhante a uma das melhores vozes do Rock e a banda o escolheu consciente disso. Dito isso, só o que pode ser de se estranhar em Queensrÿche é a produção mais seca, principalmente no que se refere ao som da bateria, e também a qualidade das composições que vão bem além das expectativas se comparadas aos mais recentes trabalhos da banda.

É bem verdade que a banda foi nos pontos funcionais de sua carreira e criou um disco em cima disso, sem se preocupar muito com as inovações ou ousadias já praticadas outrora, mas dane-se, o disco empolga logo de cara, quando após a intro X2 dá-se início à Where Dreams Go To Die. Pesada, climática, com um refrão forte é belo solo de guitarra.

A peteca não apenas não cai, como melhora em Spore, seguindo a fórmula de peso, com destaque absoluto para a linha de bateria de Scott Rockenfield e refrão Hard daqueles que queremos o encarte em mãos para cantar junto. Aliás, o clima Hard do álbum o deixa mesmo com um toque mais “comercial”, mais acessível, fazendo das músicas verdadeiros chicletes, como em In This Light.

Redemption é uma das melhores do disco e estaria facilmente no tracklist do álbum Empire. Mas se você quer mesmo peso, Vindication e Don’t Look Back e Fallout são as pedidas, enquanto para algo mais climático, A World Without (linda letra) e Open Road são as indicadas.

Em suma, nem Tate e nem mesmo o eternamente lembrado ex-guitarrista Chris de Garmo fazem falta na banda nesse momento. O álbum soa grande, mesmo sem ser pomposo, evidenciando belos refrãos e o som de baixo de Eddie Jackson. Queensrÿche acaba se saindo mesmo como uma autoafirmação e um grito de “estamos vivos”.

Enquanto Tate segue sozinho tentando atacar seus ex-parceiros com mensagens subliminares, aqui a música falou mais alto o suficiente para deixar uma simples mensagem ao ex-líder da banda: Chupa, Geoff Tate!

Heverton Souza

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