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SAXON – A Seringueira – São Paulo – 26/03/13

Postado 2 de abril de 2013 às 18:32

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Texto e fotos:  Evandro Camellini

Noite de Heavy Metal tradicional da melhor qualidade e experiência em São Paulo! Os veteraníssimos ingleses do Saxon trouxeram para o Brasil a tour de divulgação de seu mais recente álbum, Sacrifice, lançado no início do ano. E, para o caso de alguém ter se perguntado se o Saxon ainda seria capaz de arrastar um público considerável, em plena noite de terça-feira, para um show seu, a resposta foi um belíssimo SIM! A localização da casa, ao lado do terminal Barra Funda, o horário acessível (anunciado para as 21h), certamente animou muitos a comprarem seus ingressos. E o que vimos foi uma casa lotada de reais fãs, que cantaram todas as letras, não desanimaram nem um minuto, até mesmo quando a banda sequer havia subido ao palco!

Por volta de dez minutos antes do horário anunciado para o início do show, o público presente começou a entoar o sempre presente grito com o nome da banda: “Saxon! Saxon!” era ouvido, convocando os músicos ao palco. Pontualmente as 21h, as luzes da casa se apagam, o som mecânico cessa, mas para desapontamento de todos, apenas era dado início a passagem final do som. Bateria, guitarras, baixo, tudo acertado, mais alguns minutos e aí sim, começa a intro mecânica do show, “Procession”, com exatos vinte e cinco minutos de atraso. E então, finalmente, os cinco “jovens senhores” surgem. Capitaneados por Biff Byford (vocal), tendo Paul Quinn e Doug Scarratt nas guitarras, Nigel Glockler na bateria e o “encapetado” Nibbs Carter no baixo, o show começava com a música título do último álbum, justamente a Sacrifice. Sem muita firula ou conversa, mandam Chasing the Bullet e Power and the Glory, e nesse momento, uma bandeira do Brasil é arremessada ao palco. Biff canta toda a música com ela nas mãos e, ao seu final, vai até a bateria e gasta alguns minutos prendendo a mesma entre os bumbos de Nigel. A partir dali, o show ganhou um ar totalmente brazuca! A iluminação verde e amarela no background da banda, com o imenso logo estampado, realçava mais ainda essa ideia. Visualmente ficou muito interessante! Seguindo, tivemos Made In Belfast, To Hell and Back Again e Wheels of Terror. Pausa para uma breve comunicação com o publico, e então Biff anuncia que a próxima precisava de apenas “uma ideia e duas palavras”: Never Surrender! Vibração do público para mais uma paulada! Conquistador, The Eagle Has Landed e então a banda sai do palco, deixando apenas Doug presente, e este executa um solo. Ainda bem, um solo curto. Este que vos escreve é assumidamente contra qualquer tipo dessas manifestações em show. Enfim. Seguindo…

A banda retorna e executa Stand up and Fight, e então um momento especial. Após um breve discurso de Biff, uma música é anunciada como “sendo executada para o público brasileiro”. E então os presentes tiveram o prazer de ouvir a bela Broken Heroes. Pelo visto, funcionou muito bem, pois a reação do público foi a melhor possível! 20.000 Ft, 747 (Strangers in the Night), Rock ‘n’ Roll Gypsy, Wheels of Steel e então o primeiro hino da banda: Crusader. A energia sentida na casa nesse momento era algo a salientar! Grande momento do show! E também a deixa para que todos saíssem do palco, preparando terreno para o bis. Que veio rapidamente, com Heavy Metal Thunder (mais um petardo!), Strong Arm of the Law e Denim and Leather. E então, a última música é anunciada: justamente o maior hino da banda, Princess of the Night. Música que, obviamente, quase pôs a casa a baixo! E ao final dessa, após uma despedida calorosa, a banda se retira, encerrando assim o show com 105 minutos de palco.

É louvável a disposição e garra desses “tiozinhos”. A idade média ali ultrapassa os sessenta anos! O diferencial é justamente Nibbs, que tem “apenas” quarenta e sete! E, que energia tem esse “garotão”! Da gosto de ve-lo no palco. Não para um minuto, agitando, pulando, girando e batendo cabeça, fazendo backing vocal. Algo realmente que chama a atenção e lhe da destaque. Ainda mais diante da “apatia” do resto da banda, que obviamente não tem mais a mesma disposição física de outrora. O que, em momento algum influencia na qualidade do show. Aliás, aqui, a única ressalva negativa: o som da casa estava demasiadamente alto, o que deixou a muitos com aquele zumbido no ouvido. Eu mesmo, permaneci com ele até várias horas após. Mas, excluindo esse detalhe técnico da produção, nada a reclamar. E muito a parabenizar e elogiar. Essa garotada toda de hoje em dia precisava ver ao menos uma vez essas lendas em ação para entender a essência do que é o Heavy Metal!

 

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