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ENTREVISTA: Jill Janus – HUNTRESS

Postado 5 de julho de 2012 às 14:38

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ENTREVISTA: Jill Janus – HUNTRESS

Por Luciano Piantonni / Fotos: Marek Koprowski

O Huntress é uma das grandes revelações dos últimos tempos, graças ao videoclipe da música Eight Of Swords, que lhes rendeu a gravação de seu debut, o sensacional Spell Eater, lançado em abril deste ano pela Napalm Records.

Formado por Jill Janus (vocais),  Blake Meahl (guitarra), Ian Alden (guitarra), Eric Harris (baixo) e Carl Wierzbicky (bateria), o Huntress surgiu em 2007, em Highland Park, Califórnia (EUA), fazendo o que eles mesmo chamam de Melodic Death Thrash – mas que na verdade as pessoas rotulam como uma excelente banda de Heavy Metal, com muitas influências de Mercyful Fate, entre outros.

Os shows do quinteto vêm recebendo criticas mais que positivas, o que faz com que eles sejam reverenciados por onde quer que passem. Conversamos com a bela vocalista Jill Janus, que muito simpática – e sem papas na língua – falou sobre tudo o que cerca a banda.

 

Jill, li que você começou sua carreira em uma banda chamada Professor. Como foi que o Huntress entrou em sua vida?

Jill Janus: Na verdade eu não fazia parte da banda Professor. Quem tocava nela eram Blake Meahl (guitarra) e Ian Alden (guitarra), antes de montarmos o Huntress. Eu conheci o Professor em Los Angeles, e logo me tornei fã. Mostrei algumas demos que escrevi para o que viria a ser o Huntress, e eles as classificaram como um “mini Iron Maiden”. Mas logo sacaram que poderiam contar comigo, trabalhando em novas músicas, riffs mais pesado, e assim chegamos a essa escuridão toda.

 

Você costumava ser DJ, gravou com Dave Navarro (Jane’s Addiction) e foi até Coelhinha da Playboy, certo? Você não acha que se tornar uma cantora de Heavy Metal, foi uma mudança um tanto quanto radical?

Jill Janus: Tudo o que fiz antes do Huntress foi para conseguir um certo apoio para miha música. Eu cresci pobre e aprendi a correr para ganhar dinheiro, pois eu nunca quis um emprego de verdade,  então eu tinha que ser criativa. Dizem por aí que eu fui Coelhinha da Playboy, mas essa informação é meio incorreta (risos) Na verdade eu fui DJ na Mansão Playboy por mais de 8 anos. Sr. Hefner (Hugh Hefner, idealizador da revista Playboy) ama o Rock e o Metal, e sempre me pede pra rolar na mansão, músicas de bandas como Guns N’ Roses, AC/DC e Metallica.

 

Mesmo enquanto tinha essas atividades você era envolvida com o Metal? Você já teve aulas de canto?

Jill Janus: Eu virei uma “Metalhead” desde que ouvi pela primeira vez a banda Suicidal Tendencies, quando tinha 13 anos de idade. Essa coisa do Thrash com outros sons, foi minha primeira paixão – que emana em nossas composições. O porão era o meu melhor amigo, enquanto eu gravava umas demos tocando Punk Rock. Mas também estava mergulhada profundamente em Ópera.Com 10 anos de idade, minha mãe começou a me levar para audições, porque ela sabia que eu tinha uma grande voz. Eu nasci com uma gama soprano em quatro oitavas, este dom tem me dado muitas oportunidades. E agora, minha formação clássica é a base para os meus gritos (risos)

 

Quem teve a ideia de associar o nome da banda com coisas bruxas? Você se transforma em uma bruxa no palco?

Jill Janus: Sempre tive guias de bruxaria em todos os aspectos da minha vida. Eu tenho uma família excêntrica que incentivou os meus caminhos pagãos. Eu cresci em uma fazenda de veados nas Montanhas Catskill, em Nova York. Esta região é conhecida pelas suas ligações com o ocultismo. Eu tive uma visão clara para o que viria a desenvolver no Huntress, logo na infância, e o nome da banda representa Ártemis, deusa da caça. Levei quase 10 anos para encontrar músicos que estivessem afim de levar isso a sério, sem comprometer, ou tornar caricato. No palco eu meio que divido a performance com a Anciã, uma bruxa velha feia,  cheia de tesão, que dirige o show para onde ela quer. Sério, fico possessa!

 

Como foi a reação de fãs com o álbum Spell Eater? Todos que ouviram ou compraram o CD aqui no Brasil, adoraram as canções …

Jill Janus: Obrigado, Brasil! Eu posso literalmente sentir a energia se ligar nas músicas/letras a cada dia que eu encontro pessoas elogiando nosso trabalho.  Cada canção tem seu próprio batimento cardíaco, são como meus filhos, e estão todas conectadas ao meu coração, meu sangue, sendo parte do que sou. E eu amo profundamente cada fã que agita em nossos shows, ou que estão adorando nosso trabalho.

 

Você acha que o download das músicas do álbum Spell Eater, atrapalham a banda? Na minha opinião, a internet fez o Huntress ficar bem conhecido em outros países como Brasil, por exemplo…

Jill Janus: Eu não me sinto ofendida, nem me importo com downloads ilegais de nosso álbum. Nós não escrevemos músicas para ganhar dinheiro, as criamos para cumprir nosso propósito. O Huntress escreve músicas que transcende essa realidade e nós queremos atingir o maior número possível de pessoas. Nós queremos ver esse disco “sangrar em todos os reinos”.

 

Quem é o principal compositor na banda? Você escreve as letras?

Jill Janus: Eu escrevo todas as letras e melodias vocais, e os meninos escrevem os riffs! Blake e Ian trazem as composições para o ensaio, todos nós trabalhamos as ideias até chegar no resultado procurado. Costumo passar os temas ou títulos para eles, para que se inspirem. Eu costumo ter visões, e elas são transmitidas para o meu cérebro, ao longo de uma fina linha azul. O título do álbum veio em forma de uma visão. Eu abria minha boca e saiam as palavras, então eu liguei para o Blake e disse: “O nome do álbum será Spell Eater, pode começar a compor essa canção”.

 

O videoclip de Eight Of Swords se tornou um grande sucesso. Você esperava que teriam toda essa repercussão?

Jill Janus: Eu esperava pelo menos que esse vídeo nos rendesse um contrato de gravação, e isso ele nos deu (risos). Eu consultei o tarô para revelar uma carta que fosse forte, que pudesse usar numa canção de Metal, que fosse épica e fizesse barulho entre os fãs, trazendo sucesso para o Huntress. E a oito de espadas saiu, e nós a escolhemos. O conceito de vídeo veio de uma visão, e das ideias do diretor Simon Chan. Ele é um mago. A visualização é mais poderosa do que a maioria pode compreender, e eu mantenho essa capacidade bem perto de mim.

 

Vocês pretendem gravar um videoclipe de outra música do álbum Spell Eater?

Jill Janus: Temos dois vídeos para este nosso álbum de estreia, Eight Of Sowrds e a faixa título Spell Eater. Eu confesso que adoraria gravar um novo videoclipe, mas já estamos focados em compor o segundo álbum. Mas quem sabe…

 

Vocês estão em meio a uma tour, varrendo todos os cantos dos EUA; Como estão sendo esses shows?

Jill Janus: Nós estivemos em turnê ‘non-stop’ desde março de 2012, e o Huntress tem sido abençoado com vários shows incríveis! Shows no Paganfest América, uns com o Dragonforce, além de festivais ‘open air’ na Europa. Agora faremos outra tour norte americana com o Wretched, seguida de outra com o Dragonforce na Europa.

 

E quais foram os melhores shows já feitos pelo Huntress? Com quem vocês mais gostariam de dividir o palco?

Jill Janus: O Huntress ainda é uma banda muito nova, nós apenas começamos a turnê pra valer, neste ano, e com isso posso dizer que ainda estamos evoluindo, nos tornando mais fortes como banda. Os nossos melhores shows, sem dúvidas foram na europa. Estamos trabalhando para criar o show mais teatral e poderoso – e isso virá com mais dinheiro e shows maiores. Com quem nós mais adoraríamos dividir o palco? KING DIAMOND, é claro!

 

Vocês já receberam algum convite para tocar em outras partes do mundo como a América do Sul?

Jill Janus: Sim, temos recebido ofertas para tocarmos na América do Sul e mal posso esperar para que isso aconteça! Infelizmente temos que esperar até 2013, mas com certeza irá rolar!

 

Você acha que o fato de você ser uma mulher muito bonita faz as pessoas serem mais Interessadas no Huntress?

Jill Janus: Obrigada pelo elogio! Mas na verdade costumo dizer que eu uso magia para chamar-lhe mais perto da chama, para então queimá-los vivos. A beleza é passageira, a magia é eterna. Estou ciente de que devo cativar a todos com a voz.

 

Você está sempre usando roupas sensuais – ou até mesmo, quase nua. Houve algum fã que cruzou a linha com você ou todos te respeitam nos shows?

Jill Janus: Sempre haverá alguns assovios, arrepios, ou alguém na espreita, mas eu não me importo. Eu trabalhei na vida noturna por muitos anos, então sei muito bem lidar com os malucos! (risos)

O que você considera como os próximos e imediatos passos do Huntress?

Jill Janus: Sair em tour! Tocar, tocar, tocar… E escrever o próximo álbum!

 

Para terminar, gostaria que você falasse como foi o episódio onde você deixou um singelo bilhetinho no banheiro do Dave Mustaine (Megadeth). O que te levou a fazer isso? (risos) – ela postou a foto no aplicativo Instagram, e a mesma foi vista por todos no Facebook oficial da banda.

Jill Janus: Essa foto tornou-se bastante famosa, virou “a” sensação (risos) eu fiz isso apenas para me divertir. Eu estou sempre puxando as brincadeiras quando estamos em tour, pois adoro dar boas risadas. Durante o Metal Fest Open Air na Europa, tivemos a honra de tocar ao lado de grandes bandas de Metal. E – como sempre – o Megadeth tem a reputação de ser bastante exigente. Dave Mustaine queria um banheiro só pra eles, onde ninguém o usasse, o que obviamente é muito bobo, uma vez que seria usado – quer ele, ou não – por todas as outras bandas que tocariam no festival. Então eu escrevi um bilhetinho, afirmando ter raspado minha buceta na pia. Será que eu realmente me depilaria lá? Aposto minha bunda que sim! (risos) Hail Metal!

Foto do bilhete que ela deixou no banheiro do Megadeth:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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