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ROTTING CHRIST – THE HOUSE – SÃO PAULO/SP 31/05/19

Postado 7 de junho de 2019 às 19:11

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Texto e fotos por Leandro Cherutti

Quando lemos ou ouvimos o nome Rotting Christ, todo um respeito e admiração vem à tona, com um pouco mais de 30 anos de carreira e uma vasta discografia, a banda se tornou no decorrer dos anos o maior expoente da música extrema grega. É um dos poucos grupos que ainda consegue surpreender os fãs a cada lançamento, álbum após álbum os irmãos Tolis só vem aumentando o número de seguidores ao redor do mundo e isto pude evidenciar na última sexta – feria, 31 de maio na cidade de São Paulo. Cheguei cedo ao endereço que seria realizado o evento, era por volta das 16h45 e assim pude observar toda a movimentação do público chegando, ali revi amigos, conhecidos, outros que só conheço de vista, mas que são antigos frequentadores de shows, e claro, vi uma nova geração de fãs que por sua idade se destacava em meio a velhos dinossauros.

Nesta última passagem por São Paulo o grupo trouxe a turnê do aclamado disco The Heretics, lançado no início de 2019. Para acompanhá-los em esta passagem pelo Brasil foi escalada a banda Total Death, oriunda do país com maior biodiversidade por quilômetro quadrado do mundo, o Equador.

Os sul-americanos subiram ao palco aproximadamente às 20h20 e mostraram todo seu poderio musical em 40 minutos de show. A banda possui uma proposta musical que alterna entre partes com cadência e velocidade, toda esta química fez com que o razoável público agitasse bem ao som do quarteto. A Total Death em sua apresentação deu uma simples pincelada em sua discografia, tentando desta forma mostrar aos brasileiros um pouco de seu trabalho geral. A banda não dialogou muito com a plateia, mas deixou o palco aplaudida, isso demonstra que a grande parte das pessoas ali presente curtiu o espetáculo proporcionado por nossos hermanos andinos.

Intervalo, era hora de se preparar para o caos, ir ao banheiro, comprar uma cerveja, refrigerante, fumar, tomar uma água, fazer o que tinha que ser feito, pois se aproximava a hora de presenciar uma verdadeira aula carisma, presença de palco, musicalidade e blasfêmias.

Trinta minutos separou uma banda da outra, pontualmente às 21h30 as luzes do recinto se apagaram, uma luz vermelha passou a tomar conta do palco, palco que já é um velho conhecido do Rotting Christ, esta foi a quarta apresentação do grupo neste local, o nome mudou de Hangar 110 para The House, mas o ambiente é o mesmo. De uma forma introdutória a faixa Hallowed Be Thy Name passou a ser executada pelo quarteto helênico, preparando os fãs para algo mais agressivo, toda esta agressividade chegou sobre o nome de Kata ton Demona Eautou.

O ano de 2019 ao que se refere a Rotting Christ, pode ser encarado como de novidades, após o lançamento do novo disco o grupo passou por duas recentes reformulações em sua formação, após a saída do guitarrista George Emmanuel no mês de fevereiro, a banda passou por outra mudança no mês de maio, desta vez foi o baixista Vagelis Karzis, mais conhecido pelos fãs com Van Ace. Ambos tocavam no Rotting Christ desde 2014 e para preencher estas lacunas os irmãos recrutaram dois compatriotas, Giannis Kalamatas (guitarra) e Stamatis Petrakos (baixo).

Os recrutas citados acima possuem uma excelente técnica musical e uma ótima presença de palco, e com toda esta energia depositada pelos músicos o show seguiu de forma insana com as faixas Fire, God and Fear, Elthe Kyrie, Apage Satana e Dies Irae. Após esta sequência vieram três grandes composições, cada uma com sua importância em sua respectiva época, a primeira a nos agraciar foi a velha e destruidora The Forest of N’Gai, encontrada no EP Passage to Arcturo de 1991, trabalho que praticamente apresentou a banda ao mundo, logo depois foi um grande clássico da também banda grega Thou Art Lord, a qual Sakis faz parte, era a vez de Societas Satanas causar impacto, um moshipit se formou e um turbilhão tomou conta da pista, sem que o público tivesse chance de reaver o fôlego executaram King of a Stellar War, momento épico dentro do concerto e que será por muito tempo lembrado, pelo menos por minha pessoa.

O relógio avançava de forma rápida e isto era um péssimo sinal, até porque queríamos ouvir o grupo por horas se possivel, mas o fim se aproximava e chegou o momento de In Yumen-Xibalba e Grandis Spiritus Diavolos assumirem seus devidos lugares dentro do repertório, para encerrar esta primeira parte do show tocaram Under the Name of Legion, que pode ser encontrada no disco Genesis de 2002.

 

Para finalizar o grupo reservou duas das canções mais esperadas da noite, sendo a primeira a curta, porém avassaladora The Sign of Evil Existence, sem perder tempo mandaram outro hino, Non Servian, colocando assim um ponto final a esta impecável apresentação. Após descansarem no camarim por aproximados 25 minutos os músicos resolveram dar o ar da graça, onde   atenderam os fãs tirando fotos, dando autógrafos e conversando. Estes gigantes da música negra sabem como ninguém agradar o seu público, em pouco mais de 1 hora o Rotting Christ demostrou o porquê de estarem mais de três décadas entre os principais nomes da música extrema. Que voltem sempre!

Setlist

Hallowed Be Thy Name

Kata ton Demona Eautou

Fire, God and Fear

Elthe Kyrie

Apage Satana

Dies Irae

The Forest of N’Gai

Societas Satanas

King of a Stellar War

In Yumen-Xibalba

Grandis Spiritus Diavolos

Under the Name of Legion

 

Bis:

The Sign of Evil Existence
Non Servian

 

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