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ENTREVISTA: KITO VALLIM – FINAL DISASTER

Postado 20 de setembro de 2017 às 00:30

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“Queremos celebrar o diferente e construir nossa própria identidade.  Cada banda é uma banda e se formos tentar fazer algo que já foi feito antes, seremos sempre uma sombra do que já foi feito. Claro que fugir completamente dos clichês talvez seja algo impossível, mas quanto mais nos afastarmos deles, mais perto da nossa identidade estaremos.” – Kito Valim

Após o lançamento do EP The Darkest Path, os paulistas do Final Disaster seguem na divulgação do trabalho com a estreia de um videoclipe, um grande passo para qualquer banda que sabe o quanto essa conquista é importante. Na estrada desde 2013, o grupo aposta numa sonoridade que não é tão usual, mas de qualidade e personalidade. Para falar um pouco mais sobre isso tudo, o vocalista Kito Valim dedicou um pouco do seu tempo, na entrevista a seguir. Enjoy!

Por Thamy Melo

HARD AND HEAVY: Olá Final Disaster! É um grande prazer poder falar um pouco com vocês! Em primeiro lugar parabéns pelo recente lançamento do videoclipe para “Beware The Children”.  Comecem contando um pouco sobre essa conquista e as expectativas geradas a partir dela.

Kito Vallim: Nós que agradecemos ao espaço e à oportunidade! Todo o processo que envolve gravar uma música, e gravar o clipe de uma música é algo complexo, são muitas horas ouvindo a mesma música rsrs então é um processo árduo. Mas ficamos felizes com o resultado, a equipe que trabalhou com a gente foi de um profissionalismo espetacular e o resultado final nos agradou muito. A cada passo que o Final Disaster dá, esperamos que a banda cresça. De pouco em pouco é o nosso objetivo e acreditamos que o lançamento do clipe é a banda crescendo um pouco em repercussão, em relevância e mais pessoas ouvindo nosso trabalho.

HH: Como nasceu o Final Disaster e quais caminhos foram trilhados até a formação atual?

Kito: O Final Disaster surgiu da vontade de sair do que é considerado óbvio e tentar fazer algo diferente sempre em 2013. Tivemos algumas mudanças antes de estabilizar a formação atual, e essa é a parte mais difícil para qualquer banda que começa, mas acredito que, desde 2015 quando o Rodrigo entrou, conseguimos um nível de estabilidade e entrosamento bem sólido.

HH: Queremos conhecer um pouco mais sobre os membros atuais da banda, comentem brevemente sobre cada um e sua trajetória.

Kito: Eu canto desde os 15 anos. Já passei por bandas de metal mais melódico, mais agressivo e por bandas de hard rock fazendo covers ou mesmo som autoral. Em 2013 entrei na HellArise como baixista, instrumento que também toco desde os 17 anos de idade. Estou no Final Disaster desde 2013, quando a banda foi fundada. Mais detalhes sobre as biografias de todos os integrantes da banda podem ser vistos no nosso Facebook oficial.

HH:  “Um som original, galgado em influências culturais atuais e literatura fantástica”, é a descrição que encontramos na fanpage da banda. Quais são essas influencias literárias a que se referem? Estão presentes nas letras, na composição? Por que explorar esse tema?

Kito: Desde sempre o Heavy Metal possui influências da literatura. Muitas bandas são inspiradas por autores consagrados. Nossas letras retratam o terror de um ponto de vista mais “interno”, não tão focado no medo em que uma situação passa, mas mais para o que esse medo te faz sentir. Adrenalina? Angústia? Coração acelerado? E também focamos nas situações que te fazem sentir essas coisas. Então na literatura achamos muitas situações como essa, desde H.P. Lovecraft que é um dos autores mais cultuados por bandas de metal, mas também passando por Clive Barker, Anne Rice, Stephen King entre outros. Não nos limitamos apenas a literatura, então temos muitas influências cinematográficas, como José Mojica Marins, Ridley Scott e Wes Craven, por exemplo.

HH: Vocês decidiram explorar uma sonoridade que não é a mesma que a maioria das bandas nacionais exploram hoje, aqui no Brasil. Ou pelo menos, não é a que se vê massivamente por aí e não é um “mais do mesmo”. É algo com personalidade, que tem tudo pra se destacar. Como vocês se sentem com relação a isso?

Kito: Antes de mais nada, eu me sinto lisonjeado de saber que você pensa assim! É justamente isso que buscamos. A gente gosta de ouvir e ver coisas que fogem desse “mais do mesmo” que você comentou, então é justamente por gostar de ouvir coisas diferentes e fazer coisas diferentes que estamos nesse rumo com o Final Disaster. Queremos celebrar o diferente e construir nossa própria identidade.  Cada banda é uma banda e se formos tentar fazer algo que já foi feito antes, seremos sempre uma sombra do que já foi feito. Claro que fugir completamente dos clichês talvez seja algo impossível, mas quanto mais nos afastarmos deles, mais perto da nossa identidade estaremos.

HH: Qual a opinião de vocês sobre o cenário do metal nacional? O que deveria melhorar e o que realmente funciona para vocês?

Kito: O cenário do metal nacional é aquilo que vemos todos os dias. Alguns shows de bandas estrangeiras lotam, outros não. Alguns shows de bandas nacionais possuem grandes públicos outros ficam praticamente vazios. É tudo muito instável e tudo muito dinâmico porque tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Muita coisa poderia melhorar, obviamente, o deslocamento para shows longe da sua cidade é muito alto, por exemplo. Mas essa é a nossa realidade e em vez de ficarmos reclamando, temos de aprender a extrair o melhor que conseguirmos dela.

HH: Sobre a agenda de shows, vocês possuem planos de “cair na estrada” para um futuro próximo?

Kito: Já fizemos uma boa quantidade de shows de divulgação do EP The Darkest Path que saiu em abril, mas não vamos parar por aí. Temos muito o que fazer e muitos lugares para levar nosso trabalho. Vamos tocar dia 23/09 no Underground Club e 21/10 no Fofinho Rock Bar, ambos os shows em São Paulo. Estamos negociando outras datas e devemos anunciar mais novidades em breve.

HH: Falem um pouco sobre as principais influências da banda.

Kito: Musicalmente falando, acho difícil resumir as influências da banda, mas cada um ouve um tipo diferente de música, eu escuto muito Death Metal Melódico e Metal Industrial, como Dark Tranquillity, Soilwork, Maldita e Rammstein, mas também escuto outros estilos com bandas como Evergrey, Almah, Aneurose, Alestorm e Disturbed. Por isso acho que nossa mistura é particular rsrs.

HH: Onde os ouvintes podem encontrar e adquirir seus materiais?

Kito: Estamos em todas as plataformas. Podem encontrar nossas músicas no YouTube, Spotify, Deezer, Google Play, Amazon e Itunes. Também é possível adquirir nossos merchans online na ZN Store. Quem quiser saber mais detalhes pode nos procurar no nosso Facebook oficial www.facebook.com/finaldisaster ou no nosso instagram @finaldisasterofficial.

HH: Quais os próximos passos do Final Disaster?

Kito: Agora que lançamos o clipe, vamos divulgar um pouco e pular para a próxima etapa que é trabalhar as demais músicas. Lançamos em março o Lyric da música This Is The End, agora o clipe de Beware The Children e teremos algumas surpresas referentes às outras duas músicas do EP. Depois disso, pretendemos cair de volta no estúdio para gravar músicas novas. Não anunciamos de forma oficial ainda, mas já estamos trabalhando em material novo. Em paralelo a tudo isso, estamos desenvolvendo o app oficial do Final Disaster que tem previsão de lançamento ainda esse ano para Android e começo do ano que vem para IOS.

 

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