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ENTREVISTA: CORE DIVIDER

Postado 28 de agosto de 2017 às 18:50

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“Antes de tudo, parar  essa “Panela Underground”, que utilizam muito em discurso, “vamos nos unir”, mas a prática passa batido. Por isso, nós do Core Divider, estamos encaminhando para o nosso 4º evento, onde convidamos bandas de outros gêneros também, mas dentro do rock, como bandas de heavy metal, death metal, death core,  hard core entre outros gêneros.” – Core Divider.

Formada em 2016, o mais novo nome emergente no underground brasileiro trás para os ouvintes seu debut, Against War I, trabalho digno de muita atenção por parte do publico, de extrema qualidade e personalidade. Bem como a propria banda que chega no cenário com muita iniciativa e garra. Nessa entrevista, além de conhecermos um pouco mais da banda, pudemos conferir como o grupo procura fazer a diferença e marcar presença em nossa cena metal, que tanto carece dos itens básicos de convivencia em sociedade: transparencia, união e respeito.

Por Thamy Melo

HARD AND HEAVY: Olá rapazes do Core Divider! Muito bom poder fazer essa entrevista com vocês! Pude ouvir e resenhar o CD de estreia e fiquei impressionada com a qualidade e proposta do som. Vamos começar falando um pouco sobre isso: A temática das letras é bem especifica, um apelo enérgico contra as guerras. O que veio primeiro, a proposta do som ou foi a temática que mostrou o caminho para o tipo de som que vocês queriam fazer?

CORE DIVIDER: Primeiramente gostaríamos de agradecer pelas palavras acima citadas assim como na resenha e também a oportunidade concedida à banda. Sobre a pergunta, posso dizer que foram os dois, tanto a proposta do som quanto os temas abordados, pois bem antes de montarmos o CORE DIVIDER já tínhamos definido esse estilo de som abordando temas de guerra, manipulação, respeito, conspiração, etc.

HH: Como foi o processo de formação da banda?

CD: A banda foi iniciada no final do ano de 2015, quando os músicos Tueu Isaac (guitarra), Douglas Hammer (bateria) e Uiu Gomes (baixo), decidiram formar uma nova banda e convidaram o vocalista Jorge Mohamed, vulgo “Butt”, que já havia tocado com Tueu e Douglas em meados de 2004 na extinta banda “SLOT”. Em 11 de janeiro de 2016 oficializamos a data de nascimento da banda.

HH: A banda existe desde 2016, então é relativamente nova, mas já no primeiro trabalho mostrou serviço e deve figurar fácil entre os melhores lançamentos do ano. Como vocês encaram esse resultado, era o que esperavam?

CD: Ainda não sabemos como iremos encarar isso, pois estamos recebendo agora essa notícia (N. da R.: Ainda que não tenha saído nenhum tipo de lista de melhores lançamentos, ficamos  na torcida para que este trabalho figure em alguma das tradicionais listas divulgadas anualmente.) Nossa intenção com esse CD era colocar nosso estilo criado no SLOT com uma pegada moderna e que naturalmente conseguíssemos levar ao maior número possível de pessoas para nos ouvir e conhecer nossa proposta.

HH: Ainda sobre o quão recente a formação da banda é: Hoje a facilidade de disseminação na internet é indiscutível e faz parte da vida das bandas, seja para bem ou para mal. Como um grupo do underground que já nasceu no cerne dessa época trabalha essa ferramenta? Vocês sentem que a internet ajuda? E até que ponto é satisfatório utilizá-la, para vocês?

CD: Atualmente uma banda que não tem uma rede social ela simplesmente não existe, pois com toda essa ferramenta disponível, ainda assim, é muito difícil qualquer banda underground se destacar ou até mesmo expandir. Mas tentamos atualizar nossas páginas constantemente com novidades e sempre que alguém compra algum merch,  pedimos para a pessoa nos mandar uma foto com a camiseta ou cd, afim de que possamos postar nas redes. Acreditamos que isso estreita o laço entre a banda e o público. Além disso, disponibilizamos o nosso cd na íntegra em diversas plataformas, dentre elas: Spotify, GooglePlay, Deezer, XBox-Music, One Rpm e Napster, e em redes sociais como o SoundCloud e YouTube. No nosso caso é muito satisfatória essa tecnologia, pois conseguimos contatos mais rápidos. Rolou algumas participações em WebRadio , uma dessas em Nova York, a Nucler Rádio no programa da Sara Mackintosh o Sare’s Invasion. Então graças à aproximação que a internet trás, conseguimos levar nossa música para fora do país ao qual acabou ocasionando um convite para tocar no festival Damnation Festival, que é organizado pela Banda Scars Of Envy  de Nova York. Mas acabou não rolando devido ao prazo e os cancelamento de tiragem de passaporte que não houve, mas esperamos ir num futuro próximo.
Se quiser conhecer mais o nosso material tá aí os links das nossas redes sociais;

Facebook – https://www.facebook.com/coredivider/
Youtube – https://www.youtube.com/coredivider
Soundcloud – https://soundcloud.com/core-divider
Instagram – https://www.instagram.com/coredivider/
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Wordpress – https://coredivider.wordpress.com/

HH: As influencias percebidas no som da banda são bem latentes e vocês também não fazem questão de esconder, na bio da fan page podemos ver divesos nomes incriveis do cenario mundial, de altissima qualidade. É ótimo reconhecer essa qualidade no som de vocês também e parece que foi tudo muito natural na hora de compor e mesclar com a personalidade do grupo, estamos certos em ter essa impressão? Contem um pouco sobre a forma que as músicas nasceram.

CD: Sim, estão certos com essa impressão, e foi tudo natural mesmo, sem trocadilhos. O que podemos dizer é que como temos praticamente o mesmo gosto musical, essa química de compor e a liberdade que temos uns aos outros de opinar tornaram-se mais fáceis às criações das músicas.

HH: Como vai a divulgação do trabalho? Vocês pretendem fazer alguma tour, por onde podemos esperar ver o Core Divider nos próximos meses?

CD: Estamos bem contentes com as divulgações, temos uma assessoria ótima que além de fazer um bom trabalho eles realmente curtem nosso som. Quanto à turnê, estamos estudando algumas possibilidades e vocês podem ver o CORE DIVDER aonde quiserem, pois é só chamar que tocamos em qualquer lugar. Estamos divulgando também algumas datas para os meses 09,10,11e12, é só entrar no Face da banda.

HH: O que poderia melhorar no underground brasileiro?

CD: Antes de tudo, parar  essa “Panela Underground”, que utilizam muito em discurso, “vamos nos unir”, mas a prática passa batido. Por isso, nós do Core Divider, estamos encaminhando para o nosso 4º evento, onde convidamos bandas de outros gêneros também, mas dentro do rock, como bandas de heavy metal, death metal, death core,  hard core entre outros gêneros. Têm bandas que realizaram seus primeiros shows através de nossos eventos. Já existem muitas bandas em qualquer cidade e quando  menos espera,  aparece um evento que seja, de pequeno, médio ou grande porte e  já estão lá as famosas panelas. Com isso, muitas bandas passam despercebidas sem se quer terem as oportunidades para  participarem. E também para melhorar no underground, as casas de shows, produtores de eventos precisam dar  mais chances às bandas. Há um enorme leque de bandas, é apenas utilizar a tecnologia da internet e pedirem materiais e a banda que for selecionada ter o reconhecimento e o valor pelo trabalho realizado. E não o oposto de alguns por aí que acham que ao ir atrás aproveitam e querem $$ em troca.

HH: Quais perspectivas futuras vocês, como músicos, vêem para esse cenário?

CD: Parece que estamos vivendo no meio de um momento de indecisão em que o underground vai para o mainstream ou o mainstream vai para o underground. Está meio conturbado todo esse cenário, por conta talvez do momento político, econômico e social que nos encontramos hoje.

HH: Vocês ja pensam em um novo trabalho ou algum novo material?

CD: Sim, com certeza já temos algumas músicas novas para trabalhar logo mais começaremos compor coisas novas.

HH: Fica o espaço para deixarem um recado aos nossos leitores!

CD: Escutem a nossa música. Um abraço a todos!

Para quem ainda não conhece  CORE DIVIDER. “Pesado, Direto e Assustador” !!!

 

 

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