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CD: CORE DIVIDER – AGAINST WAR I

Postado 13 de agosto de 2017 às 00:03

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CORE DIVIDER
Against War I
Independente – Nacional

Porrada na orelha, my friends! Sem rodeios, o debut do Core Divider traz para os mais ogros ouvidos uma sequencia sem descanso de pura brutalidade com uma pegada algo diferente do que se vê na cena extrema nacional. Ou seja, se você gosta de mais do mesmo ou tem ouvidos de porcelana, passe reto, se não, está proibido de perder o petardo Against War I do quarteto paulista vindo de Mogi das Cruzes, para ser exata.

“Pesado, direto e assustador”, parafraseando a bio do Instagram dos rapazes, o som do grupo é apresentado com a mais absoluta qualidade e originalidade sem negar as influencias latentes no Thrash/Deah Metal que praticam, combinadas com a forte identidade do grupo. No decorrer das faixas é impossível não recorrer à memória nomes como Divine Heresy e Fear Factory, ou Pantera nos vocais enérgicos Jorge Mohamed, que faz o maior estilo Phill Anselmo “puto-da-vida”.

Resist abre a tracklist, um “thrash attack” direto e sem firula, e desde já a cozinha mostra seu poder para sustentar a proposta desse som, com Uiu Gomes no baixo e Douglas Hammer na bateria, que faz jus ao seu nome e não se importa em causar um impacto bruto nos ouvidos de quem quer que seja. No War, um dos destaques do trabalho, não deixa o peso cair mas oferece dinamismo à audição e surpreende. Se a primeira não prendeu sua atenção, essa com certeza vai te pegar pelo colarinho com os riffs matadores de Tueu Isaac. Daqui para frente, a casa cai, Drown The Lies segue a linha de sua antecessora e em Media Power Tueu brilha novamente em frases de guitarra geniais, ao lado de Uiu Gomes sem deixar por menos na base.

Mind Controlled já exala Lamb Of God nos primeiros segundos e sempre dinâmicos, os rapazes tomam suas influencias, regam com criatividade e dão luz a uma baita faixa que merece atenção, outro destaque do disco. Se o seu pescoço resistiu bravamente até aqui, Bloddy Religion e Against War, vem para mudar isso e se nada acontecer, ou você está com medo do mosh ou é muito frígido para o metal extremo. Mohamed não poupa garganta e mais do que urrar, oferece linhas vocais dinâmicas e muito competentes. Por falar em linhas vocais dinâmicas, a faixa final The End, conta com os vocais limpos do vocalista, numa pegada desolaradora de mais peso e menos velocidade, com ostensivas linhas de baixo que fortalecem essa sensação, regadas a um ótimo solo de guitarra, num dos momentos mais melodiosos do álbum. Uma ótima forma de finalizar os quarenta e cinco minutos de audição.

O grupo utiliza sabiamente e mescla elementos do Death e Thrash Metal aliados a um poderoso groove e muito dinamismo, desde o vocal até a cozinha, e deixa sua marca registrada no trabalho de estreia. O melhor de tudo é pensar que isso é só o começo! E aqui também fica o desafio para o quarteto: Estamos curiosos para o próximo trabalho! Tem como superar isso?!

 

Thamy Melo

 

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