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EXCITER – SACRED REICH – CLASH CLUB – SÃO PAULO – 19/02/17

Postado 2 de março de 2017 às 23:06

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Texto e fotos por Luciano Piantonni (Fotos Blakcning gentilmente cedidas por Ricardo Ferreira)

Mais um grande show da MP Tour Management, dessa vez, trazendo o Exciter e uma das bandas mais aguardadas, o Sacred Reich.

O domingão agradável se iniciou com o trio Blackning do ABC Paulista, que está divulgando seu segundo trabalho, “AlieNation”, lançado em 2016. Cléber Orsioli (guitarra e vocal), Francisco Stanich Jr. (baixo e backing vocals) e Elvis Santos (bateria), apesar do curto set, fizeram muito bem sua parte, sentando porrada do início ao fim, direto como deve ser.

Apesar de uma emboladinha no som no ínicio, eles deram conta do recardo, deixando muita gente de boca aberta com seu som. Eu diria que o Blackning é uma espécie de Sepultura, da fase “Beneath The Remains/Arise”, turbinado. E o legal é que a banda está em gritante evolução. Que venham muitos shows dessa banda, com aberturas desse porte!

Pouco tempo – e alguns ajustes – depois, chegava a hora de debutar em palcos brasileiros, uma das bandas mais legais do final da década de 80, o Sacred Reich. Apesar de terem tido um longo hiato desde que lançaram seu último trabalho em CD (o ao vivo “Still Ignorant”, de 1997), a banda voltou pra valer em 2012, quando lançaram outro disco ‘ao vivo’, o “Live Wacken” (DVD e CD), os caras não perderam o pique, se apresentando de forma natural, como se a banda estivesse desde sempre na cena.

Com a formação clássica, com Phil Rind (vocais e baixo), Jason Rainey (guitarra base), Wiley Arnett (guitarra solo) e Greg Hall (bateria), o Sacred Reich fez a pista da Clash Club virar um turbilhão em vários momentos.

Eles abriram o show com nada menos que “The American Way”, de cara já provando que apesar da cara de “senhorzinho comum” (e com alguns bons quilos à mais!), Phil Rind continua com sua voz intacta – e diga-se de passagem, é um dos vocalistas mais marcantes do Thrash Metal), e tocando como antigamente (sim, o cara também é um excelente baixista!). O mesmo podemos falar de Wilie e Greg, músicos bem acima da média.

Sempre simpático, Phil conversava com o público, e iam mandando clássicos, como “Ignorance”, “One Nation”, “Love…Hate”, “Free”, “Crimes Against Humanity”, “Who’s To Blame”, “Independent”, “War Pigs” (sim, o cover do Black Sabbath que eles pegaram para si no clássico EP “Surf Nicaragua” de 1988!), “Death Squad”, até o encerramento com a indispensável “Surf Nicaragua”. Uma pena que uma banda tão boa não queira mais lançar material inédito, pois pode ter certeza que fariam coisa muito boa! (no dia seguinte ao show, falei com Phil, que não descartou a ideia de lançar ao menos um EP…)

Tomara que não demorem para voltar, pois a banda foi ainda melhor do que esperava!

Depois de uma longa troca de palco (tiveram que trocar a bateria!), foi a vez do Exciter entrar com seu speed metal característico, exalando os anos 80.

Dan Beehler (vocal e bateria), John Ricci (guitarra e backing vocals) e Allan Johnson (baixo) fizeram um set mais básico – mas igualmente maravilhoso como o do Sacred – só que sem ser mais “novidade”, uma vez que já vieram na mesma Clash nos anos de 2014 e 2015.

Beehler enfrentou alguns problemas técnicos, o que o deixou bastante irritado, algo que o público sentiu nas inúmeras vezes em que ele discutia com a equipe técnica, e puxava (tentava ajustar) as peças da bateria mais próximo dele.

Não faltaram clássicos como “Iron Dogs”, “Pounding Metal”, “Violence & Force”, “I Am The Beast”, “Heavy Metal Maniac”, “Rising Of The Dead”, “Victims Of Sacrifice”, entre outras (a irritação de Beehler fez com que ele deixasse o show sem o BIS, o que deixou muitos fãs chateados…)

Enfim, mais uma aula do bom e velho Heavy Metal, diretamente de um dos pilares do gênero.

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