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CD: SONATA ARCTICA – THE NINTH HOUR

Postado 30 de janeiro de 2017 às 23:21

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SONATA ARCTICA
The Ninth Hour
Shinigami Records – Nacional

O nono álbum lançado pelos finlandeses do Sonata Arctica não impressiona, a despeito de sua belíssima capa cheia de referencias à banda, harmoniosamente diagramados em um trabalho incrível e muito caprichado. São doze faixas em torno de uma hora de audição, no qual o grupo se volta a um Power Metal com menos peso, comparado ao seu antecessor Pariah’s Child (2014). Aqui, os fãs encontram o que podemos chamar de versatilidade, com momentos estranhos, para não dizer à beira da chatice (principalmente para não fãs do estilo e/ou da banda), mas com ótimos e memoráveis momentos! Sim, é preciso admitir.

Os títulos de “salva vidas” do track list ficam com as faixas: Life, que se ouvida com carinho envolve facilmente com sua melodia emocional e atmosfera leve, o que deu muito certo! Acreditem. We Are What We Are introduzida por Troy Donockley, flautista do Nightwish, faz par com a anterior numa melodia agradável.

Rise A Night e Fly, Navigate, Communicate evocam a memória a sonoridade antiga do grupo, a primeira cheia de pedais duplos e ótimas frases de guitarra, sem mencionar o trabalho nos teclados, e na segunda, uma pegada empolgante que dá até uma vontade de cantar os refrãos junto com Tony. White Pearl, Black Oceans – Part II, “By the Grace of the Ocean”, é um grato presente para quem teve paciência até aqui com um interessante embate de solos de guitarra e teclado.

De resto, faixas de bocejar, tanto quanto a performance vocal de Kakko na maioria dos momentos. Faixas desconexas que quando precedem uma das boas, quebram totalmente o clima. Uma pena. Só para ilustrar, On The Faultline (Closure To An Animal), uma reprise sonolenta da abertura, e o cover assassinado para Run To You, de Bryan Adams, são totalmente dispensáveis.

The Ninth Hour divide opiniões que variam entre aquela cara de mais ou menos que fazemos diante um prato feio, porém gostoso e entre o decreto de pior álbum do grupo. Na humilde opinião desta que vos escreve, para os fãs, seria injusto jogar todo o trabalho na lata do lixo e deixar de apreciar os ótimos momentos descritos acima. Para os não fãs, definitivamente, não é um trabalho o qual eu começaria a viagem por essa “sonata”.

 

Thamy Melo.

 

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