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ROTTING CHRIST – HANGAR 110 – SÃO PAULO/SP – 20/11/16

Postado 1 de dezembro de 2016 às 19:51

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Texto  e fotos por Leandro Cherutti

Em um pequeno país localizado na Europa Meridional, surgiu uma das bandas mais importantes e criativas do Black Metal, o Rotting Christ. O grupo se formou em 1987 na cidade de Atenas, Grécia e ao longo desses 29 anos de estrada lançou 12 álbuns de estúdio. No último, intitulado Rituals, o conjunto soube mais uma vez se reinventar e deu à luz a um trabalho muito interessante, criando um disco que aborda em sua totalidade distintas formas de rituais ocultos praticados em nosso planeta. Além disso, souberam amparar toda esta mensagem cabalística a uma sonoridade única e diversificada, que se desencadeou musicalmente em algo sombrio e misterioso.

O grupo está em plena turnê mundial e passou por São Paulo no último dia 20 de novembro, realizando uma deslumbrante apresentação na aconchegante casa Hangar 110. Nesta oportunidade dividiram o palco com duas conhecidas bandas do metal nacional o Genocídio e o Desdominus.

A organização do espetáculo liberou a entrada ao público às 18h10 e aproximadamente às 18h35 a banda Desdominus oriunda de Americana/SP compareceu ao palco e abriu sua apresentação com a faixa Certo e Convicto. O quarteto formado por Paolo Bruno (Vocal/Guitarra), Ney Paulinho (Bateria), Willian Gonsalves (Guitarra) e Rafael de Faria (Baixo) seguiu de forma direta e sem firula com False Creator’s Creators e prosseguiram com Erase the God Within e Sacred Scrolls of Holy Lies. Na sequência tivemos a antiga Reality of the Whisper Mine se intercalando com outras duas composições relativamente novas Waves Collide e Uncreation

Com aproximados 45 minutos de espetáculo o Desdominus mostrou ao público paulistano todo o seu potencial, executando um Death/Black Metal de altíssimo nível.

Após uma pequena pausa, chegou a vez da veterana Genocídio entrar em ação e começaram a todo vapor com as canções Birth of Chaos e Kill Brazil ambas inclusas no CD In Love with Hatred de 2013. O Genocídio esta composto por Murillo Leite (Vocal/Guitarra), João Gobo (Bateria). Rafael Orsi (Guitarra) e W. Perna (Baixo) este último é o único membro da formação original.

A banda continuou agitando a plateia com as músicas Encephalic Disturbance, The Sphere of Lilith e Requiescat in Pace. Para a parte final reservaram uma grata surpresa, fizeram singela homenagem a extinta banda mineira Sarcófago, executando com perfeição o clássico Black Vomit e finalizaram este excelente show com ótima The Clan.

A partir deste momento, era uma questão de tempo, para que fãs e Rotting Christ pudessem se reencontrar, a cada minuto que se passava a ansiedade só aumentava e para intensificar ainda mais o suspense, uma cortina envolvia todo o palco, o que deixou a plateia muito mais apreensiva. Mas esta espera não demorou muito, logo as luzes se apagaram e a cortina se abriu, foi a deixa para que surgisse do lado direito do palco o baterista Themis, que ao entrar saudou a plateia, em seguida vieram o baixista Van Ace, o vocalista Sakis e o guitarrista Geoge Emmanuel que se posicionaram de costas para o público e assim desferiram o primeiro acorde da noite, tocando a cadenciada Ze Nigmar.

Dando andamento ao show Sakis anunciou a notável Kata Ton Demona Eauton que veio seguida de outra poderosa composição Athanati Este. A quarta música a compor o repertório foi a novíssima Elthe Kyrie.

O Rotting Christ, é o tipo de banda que consegue passar toda sua energia e vitalidade a seus fãs de uma maneira profunda e brutal, isto ficou mais que evidente quando tocaram a majestosa King of a Stellar War e que se intensificou ainda mais com as execuções de The Sign of Evil Existence e The Forest of N’Gai. Outro momento épico dentro deste grandioso evento, foi a presença da música Societas Satanas, cover da banda Thou Art Lord, a qual Sakis faz parte.

A destreza de Themis em conduzir sua bateria se sobressaiu em Apage Satanas, composição que possui uma atmosfera extremamente tribal, o musico com sua eficácia foi uma peça fundamental para que esta enigmática canção ganhasse força e desse respaldo para que a linha de frente formada por Sakis, Ace e George pudessem encenar um tipo de ritual, foi sensacional. Após toda esta atuação, tivemos a empolgante In Yumen-Xibalba e Grandis Spiritus Diavolos.

Para colocar um ponto final nesta soberba apresentação, os gregos mandaram a ótima 666 e encerram com o clássico absoluto Non Servian.

Um show intenso, empolgante e pesado, foi o que apresentou o Rotting Christ em pouco mais de uma hora, demostrando o porquê de ainda serem um dos maiores expoentes da música extrema mundial, foi uma aula irretocável de puro Black Metal.

Setlist – Rotting Christ

1 – Ze Nigmar

2 – Kata Ton Demona Eauton

3 – Athanai Este

4 – Elthe Kyrie

5 – King of a Stellar War

6 – The Sign of Evil Existence

7 – The Forest of N’Gai

8 – Societas Satanas

9 – Noctis Era

10 – Apage Satanas

11 – In Yumen-Xibalba

12 – Grandis Spiritus Diavolos

13 – 666

14 – Non Servian

 

Galeria de fotos: (Para ver as fotos ampliadas, clique na imagem!)

 

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