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CD: BLACKNING – ALIENATION

Postado 12 de novembro de 2016 às 21:54

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BLACKNING
ALieNation
Vingança Music – Nacional

ALieNation vem para firmar os pés do power trio Cleber Orsioli (vocal e guitarra), Francisco Stanich (baixo) e Elvis Santos (bateria) dentre os principais nomes do Thrash Metal nacional da atualidade. Sem decepcionar as expectativas criadas após o lançamento do debut Order Of Chaos, o grupo concluiu com sucesso o desafio da afirmação pós estreia, e mostra com o novo trabalho que estão apenas começando mas já tem muita lenha para queimar.

São dez faixas que destilam o quanto a banda evoluiu nesse meio tempo, com verdadeiros petardos, na mesma pegada do antecessor, inclusive liricamente falando, mas com uma maior estruturação das canções e uma agressividade renovada. Em torno de trinta minutos, o trabalho desce fluido e sem descanso ouvidos à dentro, abertos com a rapidez agressiva de Street Justice e Thru The Eyes. A primeira é um assalto ao miocárdio com os pedais de Elvis comendo soltos e na segunda os riffs e solos de Cleber começam a brilhar. Dark Days figura intensa entre os destaques por sua cadencia mesclada a momentos de mais velocidade e aqui Francisco tem um espaço especial para brilhar em suas quatro cordas acompanhado por Elvis em ótimas levadas de bateria.  Nessa mesma pegada, Mechanical Minds e Weapons Of Intolerance vem com boas sacadas nas variações rítmicas, frases de guitarra cortantes e ótimos trabalhos nos backing vocals, que inclusive, dão um brilho a mais no trabalho como um todo. Vale destacar também os vocais de Cleber, muito bem medidos, sem parecer exagerados e potentes o suficiente. Como não poderia deixar de ser, grandes momentos matadores fazem suas vezes no disco sem espaço para cadencias e espirrando agressividade como em Dyed In Blood, Devil’s Child, Two-Faced Liar e na derradeira Corporation.

Riffs caprichados permeiam todo o trabalho, seguidos de perto por uma bateria excelente e um espaço digno para o baixo brilhar em praticamente todas as faixas. Tudo isso dentro de uma produção muito bem feita sem deixar de possuir aquele ar “orgânico” característico do Thrash do começo dos anos 90.

A apresentação física do trabalho também merece destaque, pois se trata de um digipack em três partes muito bem feito, com a ilustração feita por Marcus Zema, que muito remete ao clima da anterior em Order Of Chaos.

Thamy Melo

 

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