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SEBASTIAN BACH – CARIOCA CLUB – SÃO PAULO – SP – 16/10/2016

Postado 25 de outubro de 2016 às 02:35

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Por: Thamy Melo / Fotos concedidas por Flavio Santiago (Onstage)

Give ‘Em Hell é o nome da turnê que trouxe o grande ídolo Sebastian Bach, a eterna voz do Skid Row, de volta para terras brasileiras. Não sabemos se por coincidência ou por possuir informações privilegiadas sobre a previsão do tempo, fato é que o loiro desembarcou por aqui sob um calor de rachar asfalto e conseguiu “dar o inferno”, dentro e fora do Carioca Club, para todos que se despuseram a sair da toca naquele domingo mais quente que chapa de hamburgueria, e conferir mais uma apresentação do muso. E sim, o esforço valeu e muito a queda de pressão!

O calor talvez justificasse a fila não tão extensa que se formava na porta pouco antes do horário de abertura da casa, bem adiantado do que estava marcado para o showtime. Mas apesar de cansativo e com um bônus de meia hora de atraso, o intervalo foi preenchido com uma ótima discotecagem de clássicos que iam desde W.A.S.P. até Pantera, o suficiente para aquecer os “jovens selvagens” que logo encheram a casa. 21h30 no relógio e as luzes da pista se apagam para que Brent Woods (guitarra), Rob De Luca (baixo) e Bobby Jarzombek (bateria) tomassem seus lugares seguidos por um super animado Sebastian Bach, que literalmente saltou para o meio do palco com a primeira música da noite, Little Wing. As cartas já estavam dadas e ao que parecia, o vocalista tinha acertado a mão em trazer um setlist não de divulgação do álbum de 2014, mas uma grande comemoração aos hits de ouro do Skid Row. Tem como botar defeito em um ídolo desses? Não. Breakin’ Down veio na sequencia do cover de Jimmy Hendrix, e apesar de já emendar uma balada de cara, o público não achou nada ruim e acompanhou o som sem hesitar. Casa ganha. Em todo caso, a primeira carta na manga já vinha na sequencia com 18 And Life e o coro de vozes que solou os primeiros versos da canção só confirmava isso.

A essa altura Bach, que já dividia os vocais com o público, não cansava de cuspir clássicos na cara dos fãs, e finalizava a trinca com Wasted Time e Quiscksand Jesus. O Tião da massa provocou um clima mais de farra do que de show e fez questão de falar em português (meio enrolado, mas de boa vontade), durante toda a noite, o que acrescentou umas doses de humor a tudo isso. E falando em festa, I Remember You veio introduzida por um “Happy birthday to you” cantado pelo vocalista para um fã da grade que fazia aniversário naquele mesmo dia. Bem, essa canção nunca mais será lembrada por ele, ou ela da mesma forma. Uma pequena pausa para alguns ajustes, que se ajudaram bastante em consertar problemas na bateria, não ajudaram muito nos vocais, que prosseguiram a noite um tanto encobertos pelos outros instrumentos. Sob as pancadas de Slave To The Grind e Sweet Little Sister, o grupo volta com tudo para o palco e daí para frente o loirão não poupou os pescoços de ninguém, nem o seu próprio, acompanhado de perto pelos bumbos furiosos de Jarzombek em Big Guns, The Threat e American Metalhead.

Com o Carioca suando em bicas, desde os músicos no palco, que já haviam arrancado as camisas, até o fundo da pista, os rapazes mandaram a obrigatória Rattlesnake Shake, para a desinibição das fãs mais saidinhas e um combo matador de Monkey Business + Tom Sawyer. A essa altura só faltava um tiro possível para o cowboy Tião acertar em cheio, nada menos que o hino Youth Gone Wild, de refrões berrados por todos. O momento ainda teve direito à fã expulso da casa pelo vocalista, que não se sabe se após uma “encheção” de saco a galera da grade ou ofensa gratuita ao cantor, saiu carregado pelo segurança sob coro de “Get the fuck out!” no meio da música. Após a manjada saída para o bis, o vocalista retorna, já cansado de levar 7X1 do nosso português, e manda em sua língua natal “Não podemos ir embora de jeito nenhum, vocês são incríveis!”, antes de anunciar a derradeira, T.N.T., cover de Ac/Dc, que terminou de colocar a casa abaixo. O toque final do diabão loiro em seu inferno personalizado chamado capital paulista, após um show de simpatia, que se não foi perfeito em termos técnicos, esbanjou feeling e uma troca de carinho absurda entre fã e ídolo. Bem, esse é um luxo que o Tião pode se dar.

 

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