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PRIMAL FEAR & LUCA TURILLI’S RHAPSODY – TROPICAL BUTANTÃ – SÃO PAULO – SP – 02/09/2016

Postado 10 de setembro de 2016 às 17:15

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Por Thamy Melo / Fotos Concedidas por: Fernando Pires

Há pouco mais de uma semana atrás, sexta feira (02), a capital paulista receberia dois grandes nomes do Metal mundial numa só tacada. Nada menos quem um encontro histórico entre o Heavy Metal matador dos alemães do Primal Fear e o “cinematográfico” Power Metal do Rhapsody de Luca Turilli, enérgico, como manda um bom figurino italiano. A data faz parte de uma das principais apresentações no país e também da extensa turnê que tem percorrido a América Latina, e como se isso não bastasse, a ocasião marcou a inauguração oficial do Tropical Butantã, que após passar por uma grande reforma e agora reestruturada, entra no circuito de casas aptas a receber grandes nomes da música nacional e internacional. Tudo para ser uma grande noite, que de fato foi, ressalvados alguns contra tempos.

Com horário marcado em divulgação para abertura da casa as 20h e início do show às 21h, por motivos aparentemente técnicos, a entrada só foi liberada pouco antes das 22h. Uma extensa fila se formava até a esquina do quarteirão da casa e era possível perceber certa impaciência (justa, diga-se), dos fãs mais próximos a entrada mediante esse atraso. De qualquer forma, a entrada foi tranquila e rapidamente a pista e camarotes do Tropical foram ocupados pelo público. Vale comentar que a casa apresenta uma ótima estrutura tanto no espaço e instalações quanto no quesito de som, aparentemente todos pareciam muito satisfeitos com o evento.

Praticamente uma hora depois do anunciado, o Luca Turilli’s Rhapsody inaugurava oficialmente a noite com a intro Nova Genesis, que também abre o mais recente álbum Prometheus, Symphonia Ignis Divinus (2015), segundo trabalho lançado após o a saída de Luca do Rhapsody Of Fire. O set foi composto majoritariamente por faixas clássicas do Rhapsody, como Knightrider Of Doom, Land Of Immortals e Unholy Warcry, que causaram as maiores comoções na plateia, entremeadas por canções somente do novo álbum, como Rosenkreuz (The Rose and the Cross), Prometheus e Il Cigno Negro, que se destaca por sua letra cantada em latim e italiano. Além do guitarrista e tecladista Luca Turilli, o restante da formação conta com Dominique Leurquin (guitarra), Patrice Guers (baixo), Alex Landenburg (bateria) e Alessandro Conti , nos vocais, que diga-se, mostrou-se um simpático frontman, tanto quanto talentoso na interpretação das rapsódias do mestre Luca.

A faixa Demonheart, da carreira solo de Turilli também marcou presença no setlist, tão bem recebida quanto as demais por um público que não poupava agitação e fãs que não escondiam sua admiração frente à composições clássicas do grupo. Os solos de bateria e baixo também encontraram espaço e com destaque para o solo de Alex, intitulado Game Of Thrones, um tanto quanto inovador e como diz o próprio nome, com um trecho inspirado no tema de abertura da série. Certamente um diferencial para prender quem se dispersa nesses momentos. Sem deixar por menos, Patrice Guers executou um simpático e virtuoso solo em suas quatro cordas, aquecimento mais do que oportuno para o maior clássico do Rhapsody, Dawn of Victory. Quem já estava satisfeito com a enxurrada de clássicos até aqui, teve uma última oportunidade de celebrar essa volta no tempo junto à banda com Emerald Sword no bis. Agora sim, a aventura épica no Tropical Butantã estava encerrada, para ceder lugar a uma outra aventura, mais pesada e agressiva, como manda a boa escola do Heavy Metal.

Pouco antes da meia noite, a “contagem regressiva para a insanidade” começava com a intro de mesmo nome (em inglês), seguida da faixa Final Embrace, colada na nova In Metal We Trust, ótimos petardos para incendiar o público desde o início. Muito simpático, o vocalista Ralf Scheepers não poupava interação e até mesmo arriscou algumas palavras em um bom português. Isso combinado à uma presença de palco envolvente e uma bagagem de agudos estridentes eram a fórmula perfeita para prender qualquer um à apresentação. Sem deixar por menos, os afiadíssimos guitarristas Alexander Beyrodt e Tom Naumann, destilavam riffs e solos que pareciam ainda mais intensos ao vivo, seguidos de perto pela cozinha mortal de Mat Sinner (baixo) e Francesco Jovino (bateria). Com um setlist que girou em torno de uma hora e mais pareceu passar em cinco minutos, o Primal Fear presenteou os fãs com faixas essenciais de sua carreira, como Angel In Black, Nuclear Fire e Chain Breaker, no recheio da apresentação, equilibradas entre músicas do novo álbum, Rulebreaker (2016), as bem recebidas Angels Of Mercy, The End Is Near, e uma quase balada, The Sky Is Burning.

O hino Metal Is Forever encerrou a parte principal do set, e certamente quem não estava bradando os versos desta com punhos para o alto, estava muito ocupado agitando na melodia dessa declaração mais que obrigatória para todo headbanger que se preze. Chegado o momento do bis sob gritos sem fim de “Primal Fear! Primal Fear!” da galera, o quinteto retornou com Ralf vestindo a “peita” da seleção com seu nome escrito, juntamente com as derradeiras faixas, Rollercoaster e Running in the Dust. Sob aplausos gerais a consagrada banda encerrava sua apresentação na capital paulista. Mas a noite não acabaria à altura da uma e pouco da manhã, pois segundo recado do vocalista antes de sair do palco, eles se juntariam aos fãs na pista para tomar umas cervejas e confraternizar com o público. Um ótimo presente para qualquer fã. Para quem ficou, a ótima noite foi encerrada com discotecagem até as 3h da manhã, na companhia dos ídolos.

 

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