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THE SHRINE – Inferno Club/São Paulo – 30/07/16

Postado 11 de agosto de 2016 às 03:00

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Texto e fotos por Luciano Piantonni

Ultimamente tem sido uma febre essa coisa de soar “vintage”, de jovens que parecem terem saído dos anos 70 (mas que no máximo eram bebês nos 80…) e confesso que isso cansa um pouco, onde raramente dá para destacar uma banda, ou outra – afinal, se for para ouvir algo como Black Sabbath, prefiro ouvir BLACK SABBATH!

Mas com o The Shrine (pelo menos pra mim!), a vibe é bem diferente; pois apesar de terem claras influências de Black Sabbath e afins, o fato de morarem na California (Venice), trouxe influências mais variadas, como por exemplo, de Suicidal Tendencies, e muito “skate punk”. Eu diria até que o visual deles remete a isso (basta ver os videoclipes!), onde costumo dizer que eles são uma espécie de visual do filme “Almost Famous”, com um pouco de bermuda e coletes.

Antes do show, enquanto as bandas Monstro Amigo e Bandanos tocavam para um público bem pequeno, aproveitei para entrevistar o vocalista e guitarrista Josh Landau para o programa “Pegadas de Andreas Kisser” da 89FM (vai ao ar no dia 28/08), que bastante simpático, disse ter gostado da minha definição para o som deles, de: “Um Rock’n’Roll Psicodélico, com influências de Suicidal Tendencies (do primeiro disco)”. Ele ainda acrescentou um The Doors nessa mistura – algo que juro que não identifico no som deles, mas…

Com um público um pouco mais numeroso que nas bandas de abertura, o The Shrine começou sua apresentação com “Tripping Corpse” (do meu disco favorito, “Bless Off” 2014) – e que tem o videoclipe mais insano do mundo!

 

De cara percebi que o trio se agiganta em cena, já que eles possuem um excelente entrosamento. Josh canta e debulha sua guitarra, muitas vezes, tocando com ela na nuca. Coury Murphy (baixo) e Jeffrey Murray (bateria) fazem uma cozinha mais que eficiente.

Diferente de um show de rock’n’roll, no do The Shrine tem roda punk e stage diving (inclusive do vocalista, no final!)

Divulgando seu terceiro álbum, “Rare Breed” (2015), a banda fez um set cobrindo músicas de todos, com destaque para “Destroyers”, “Worship”, “Death To Invaders”, “Dusted And Busted” e “Primitive Blast”. Embora meio que desconhecida no Brasil, é uma banda que tem tudo para se tornar grande – os sortudos que foram aos shows deles no Brasil, podem testemunhar a respeito.

Tomara que continuem com essa intensidade e criatividade, e nos visitem tantas outras vezes!

Parabéns ao pessoal da produtora Abraxas, por investir na tour de uma banda tão bacana!

Setlist

01. Tripping Corpse

02. Destroyers

03. Rare Bread

04. Worship

05. Whistlings of Death

06. What’s Left for Me

07. Death to Invaders

08. Louise

09. The Vulture

10. On the grind

11. Dusted and Busted

12. Coming Down Quick

13. Savage Skulls and Nomads

14. Primitive Blast

15. Acid Drop

16. Nothing Forever (vocal stage diving)

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