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CD: INSANE DRIVER – INSANE DRIVER

Postado 15 de abril de 2016 às 19:46

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INSANE DRIVER
Insane Driver
Independente – Nacional

“Muitas ideias em mente e um forte desejo de fazer um tipo de som diferente” é a proposta que o Insane Driver carrega, e deixa isso claro logo de cara a quem visita o seu site. E de fato, a frase não poderia ser mais literal. O grupo formado por Danilo Bigal (guitarra e backing vocals), Deivid Martins (guitarra), Marcos Bolsoni (vocal), Nei Sousa (baixo e backing vocals) e Wagner Neute (bateria e teclados), em pouco tempo, se tornou uma grande promessa do Metal paulista com seu ótimo álbum de estreia, Insane Driver, que surpreende pela alta qualidade vinda de uma banda extremamente nova. O que mostra muito objetivo e assertividade. Ponto para os rapazes.

São onze faixas, incluindo a intro com ares de tragédia, Endless Path, de um choroso violão. Para o som do Insane não cabem rotulações absolutas, os caras simplesmente pegaram a base do Heavy Metal, acrescentaram doses bem medidas de Metalcore, muito Post Grunge e ainda deixaram espaço para uns dedinhos de Hard Rock e Prog nos vocais. Uf!

Cada faixa mereceria um parágrafo, mas não vou roubar o prazer da surpresa que é uma primeira audição de Insane Driver. Cada troca de faixa te transporta para um estado de espírito diferente, e muitas vezes isso acontece numa mesma canção, como em Buried Thoughts, Faithless Breath e na baladinha que encerra o tracklist, Tears Of Blood, com um belo trabalho de teclado e vocal. A abertura com The Edge Of Life, junto à Change e Make Decisions marcam os momentos mais pesados nos vocais e nas linhas do duo de guitarras. A cozinha também merece destaque, as linhas de bateria são a tônica das canções, acompanhada de perto pelo baixo, ambos coesos e brutos, mas sempre versáteis à proposta de cada faixa. Firstly My Breakfast e Today Is Sunday marcam momentos mais extrovertidos e liricamente “descompromissados”, Tide Of Fears e Fallen Dreams possuem um excelente feeling, que mescla arranjos tão melancólicos quanto pesados, e com um excelente trabalho nos backing vocals, que inclusive, foram muito bem explorados, presentes em todas as canções em linhas muito bem trabalhadas.

Interessante observar como apesar dessa mistura de estilos ser cada vez mais comum entre as bandas mais novas, os resultados são os mais diversos possíveis, o que confere esse ar de inovação, ao mesmo tempo que o que se ouve é familiar. Talvez essa seja a forma mais segura de se dizer que o Metal, e o Metal brasileiro, ainda tem muito gás para queimar. Bom para nós.

Thamy Melo.

 

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