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CD: ANTHRAX – FOR ALL KINGS

Postado 15 de janeiro de 2016 às 10:52

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ANTHRAX
For All Kings
Nuclear Blast – imp

Worship Music foi um excelente disco para marcar a volta de Joe Belladonna ao Anthrax após uma década fora da banda. Pesado, agressivo, com dose certa de melodia, refrões marcantes e uma interpretação perfeita do vocalista, o álbum colocou a banda novamente em posição de destaque da cena Metal americana.

5 anos se passaram até chegarmos em For All Kings. O disco que dá mais uma aula de riffs do mestre Scott Ian e, como de costume, lição de baquetadas de Charlie Benante, é uma bela sequência para o que foi ouvido em seu antecessor, mas não soa tão poderoso. Na verdade esse novo álbum tem um som um pouco “excessivamente limpo” e isso somado a um trabalho rico em melodias da dupla Scott Ian/Jonathan Donais e à voz nada agressiva de Belladonna, resultou num bom disco, porém um pouco “açucarado”.

Para os menos xiitas essa sensação passa logo que o ouvinte se vê cantando empolgado faixas como a abertura épica de “You Gotta Believe”. “Monster at the End” vem naquela linha mais grooveada e com refrão quase Pop de Joe. A faixa-título completa a trinca que abre o disco com um riff fantástico, Benante brincando com as batidas em contratrempo e Belladonna dando ares de Bruce Dickinson. Esse refrão será o primeiro a grudar na mente após as primeiras audições do disco.

“Breathing Light” mantém o alto nível de composições e é uma amostra de como o velho e o novo Anthrax podem estar juntos numa mesma música, enquanto “Suzerain” apela apenas para o que seria o estilo mais atual da banda, com muito peso e groove.

Primeiro single lançado do disco, “Evil Twin” é agressiva, mas não empolgou enquanto single e também não empolga como parte do álbum, porém é um dos momentos mais Thrash do CD.

“Blood Eagle Wings” é mais uma faixa moderninha, melódica e “bobinha”, mas é difícil não se cativar com sua linha vocal e com seu belo refrão. “All of Them Thieves” com seu puta riff à lá Dimebag está entre as melhores do disco, por outro lado, “This Battle Chose Us” ilude que teremos um som Thrash Metal de verdade com seu riff inicial, mas fica-se apenas na ilusão. “Zero Tolerance” traz velocidade, mas o vocal de Joe não convence, deixando o encerramento do disco fraquíssimo.

A coisa é bem simples, For All Kings não é um CD de Thrash Metal e é um disco para os fãs da banda mais ‘mente aberta’. Cativante sim, mas muito melódico e com quantia absurda de momentos de Joe Belladonna soando como uma “moça”. Muitos não aceitam a ideia, mas algumas coisas aqui seriam bem diferentes se tivessem a voz de John Bush.

De todo modo, bom disco, mas pode dividir bem opiniões dos fãs mais conservadores.

Heverton Souza

 

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