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Entrevista: Paul Bostaph

Postado 29 de junho de 2012 às 04:25

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Entrevista : Paul Bostaph

Por Luciano Piantonni / Fotos: Evandro Camellini

O baterista norte americano Paul Steven Bostaph é um cara de sorte, afinal, dentre as maiores bandas de Thrash Metal americanas, ele já integrou nada menos que Slayer, Testament, Exodus e Forbidden, tendo lançado álbuns maravilhosos, desde sua estreia com o Forbidden, no álbum Forbidenn Evil, em 1988.

Nascido em 4 de março de 1964, Paul atualmente divide seu tempo entre o projeto Hail, onde toca covers ao lado de grandes nomes do Metal mundial, e de sua nova banda, Blackgates.

Nossa conversa com ele foi rápida, porém descontraída, onde ele fala de seus projetos atuais e um pouco de curiosidade sobre sua carreira.

O cara tinha acabado de tocar vários clássicos do Metal e nos concedeu essa entrevista na maior tranquilidade – e ainda assinou todos os CDs que havia gravado com a maior simpatia.

 

Em primeiro lugar, como é tocar com o Hail, uma vez que você sempre foi um batera de Thrash Metal?

Paul Bostaph: É muito divertido, porque tenho a chance de tocar músicas que eu amo, algumas delas, clássicos. A maioria são de minhas bandas favoritas, então tento ser o mais fiel o possível das versões originais. E tocar ao lado do Andreas (Kisser, guitarrista, Sepultura), Tim (Ripper Owens, vocalista, ex-Judas Priest, Iced Earth, etc…) e James (Lomenzo, baixista, ex-Megadeth, White Lion, BLS…) é muito legal, pois tocamos um pouco do que cada um tem ou fez nas bandas em que passaram. Mas também rolam coisas legais do AC/DC, Iron Maiden, etc. No fim das contas é tudo diversão e uma grande honra para mim.

 

Quem escolhe as músicas que entram no set, e de quantos ensaios vocês precisam para cair na estrada com esse projeto?

Paul Bostaph: O set acaba sendo escolhido por todos. Se estamos em países diferentes, um envia suas sugestões por e-mail, outros por telefone, logo que a tour é agendada. A maioria das músicas nós já conhecemos muito bem, e se por algum motivo não soubermos alguma parte, ensaiamos individualmente, mesmo. Só quando a tour vai começar, é que nos encontramos e ensaiamos algumas poucas vezes e está tudo certo! (risos)

 

Pouco antes de se apresentarem em São Paulo, vocês fizeram alguns shows num cruzeiro voltado ao Rock. Deu para se divertir, lá?

Paul Bostaph: Nossa, foi muito divertido, conheci pessoas legais, tocamos vários sons, foi muito bom. Fiz algo parecido em minha última tour com o Testament nos EUA e a vibe sempre é muito boa. Você pode fazer amizades, curtir boas comidas, bebidas, relaxar e ainda fazer um som. O espirito que envolve isso é sempre muito divertido!

 

Nesse cruzeiro que rolou aqui no Brasil, em especial, você gostou de alguma comida diferente? (risos)

Paul Bostaph: Sim, sempre tem algo que te surpreende! (risos). Tem uns drinks que são fantásticos, e eu só encontro quando venho pra cá! (risos) (nota: nem precisa dizer que ele está se referindo à caipirinha, certo?)

 

Após sua saída do Testament, você montou uma nova banda chamada Blackgates. Fale um pouco sobre esse trabalho.

Paul Bostaph: Sim, montei o Blackgates com uns amigos (Danny Nelson: vocal e guitarra, Jeremy Von Epp: guitarra e vocal e Luis Barillas: baixo), e gravamos um CD demo com 3 músicas e estamos procurando uma gravadora que possa lançar o nosso primeiro trabalho. Já temos outras composições bem adiantadas e é bem provável que lancemos algo muito em breve. A primeira coisa que as pessoas perguntam é sobre o estilo que tocamos. E eu prefiro apenas nos definir como Heavy Metal!

 

Uma coisa que algumas pessoas comentam é que você pode ter deixado o Testament por algum motivo de desavença (briga) com os demais integrantes, e isso se estende a outras bandas como Exodus, Slayer, Forbidden… Afinal, vocês ainda continuam amigos? (risos)

Paul Bostaph: Quero que todos saibam que continuamos amigos, que não há desavenças, nem nada. Se por algum motivo eu deixei de tocar com algum deles, pode até ter sido com relação a música, mas nada pessoal. Mas sempre nos encontramos por aí, quando estamos em tour e tal, e isso que criam é pura bobeira, não houve nenhuma briga com nenhuma dessas bandas.

 

Outra coisa que sempre quis te perguntar; Qual é o seu álbum favorito dentre todos esses que você gravou com todas essas bandas?

Paul Bostaph: Eu não sei… (ele fica pensativo!) Olha, acho que isso não importa muito, porque todos eles são diferentes entre si, possuem músicas que eu realmente gosto muito (risos). Mas se tiver que escolher, talvez o God Hates Us All do Slayer, ou o Formation Of Damnation do Testament, pois são realmente muito bons.

 

Paul, como começou seu interesse pela música?

Paul Bostaph: Eu acho que foi aos 16 anos de idade, quando assisti a um concerto do Rod Stewart na TV e o batera dele na época fez um solo que me deixou vidrado na hora. Daí em diante eu comecei a me interessar pra valer em bateria. Mas antes disso eu queria ser um jogador de futebol americano, era minha grande ambição (risos). Durante o show do Rod Stewart, ele sempre chutava umas bolas para o público e eu ficava “Uau!”, e daí me quis ser um músico profissional. Eu via essa coisa da música misturada ao esporte e isso me fisgou (risos!).

 

E qual foi o músico que mais te inspirou no inicio da sua carreira?

Paul Bostaph: Uau! (risos!) Acredito que minhas maiores influências quando comecei a tocar foram os bateras do Iron Maiden, Clive Burr e Nicko McBrain, sem dúvidas os maiores em minha opinião!

 

E como você definiria o baterista Paul Bostaph se tivesse que fazer uma avaliação de si mesmo?

Paul Bostaph: Um trabalhador sempre em progresso! Não sei te dizer muito bem como me saio, mas posso garantir que sou feliz por fazer o que mais gosto, e a cada trabalho me sinto mais realizado. Mas no geral sou um batera sempre buscando o progresso!

 

Valeu demais pela entrevista, espero te encontrar em breve com sua nova banda!

Paul Bostaph: Sim, também espero voltar em breve. Assim que terminar esse giro com o Hail, vou voltar aos ensaios com o Blackgates, e quem sabe, muito em breve, possamos vir até o Brasil para apresentar nosso trabalho para vocês! Obrigado pelo apoio e interesse em meu trabalho!

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