Livros e Publicações Preste Atenção! Reportagens Especiais Caricaturas Parceiros Destaque Coberturas Entrevistas Lançamentos Home
CD: TANK – Valley Of Tears

Postado 13 de outubro de 2015 às 15:54

Share |

TANK

Valley Of Tears

Metal Mind – Importado

 

Um disco que nasceu clássico! É assim que podemos definir “Valley Of Tears”, um mix perfeito entre Heavy Metal tradicional e Hard Rock.

Os dois trabalhos anteriores com Doogie White nos vocais, “War Machine” (2010) e “War Nation” (2012), já eram excelentes (talvez o único problema seja a insistência de Doogie em soar como Biff Byford do Saxon…), mas nesse novo trabalho, com essa “nova” formação, o Tank conseguiu se superar, entrando para a lista dos melhores de 2015, com folga. O atual ‘line up’, além dos “chefões”, Mick Tucker (guitarra) e Cliff Evans (guitarra), traz os “novatos”, ZP Theart (vocal, ex-Dragonforce), Barend Courbois (baixo, Blind Guardian) e Bobby Schottkowski (bateria, ex-Sodom).

Ao ouvir as 9 músicas de “Valley Of Tears”, temos a impressão de que esses caras tocam juntos desde os anos 80. “Ah, mas em estúdio tudo se ajeita…” Posso garantir que isso é uma afirmação furada, neste caso, pois vi um show da banda no ano passado, quando os 3 haviam acabado de entrar, não tinham nenhum registro, e já soavam extremamente entrosados – um dos melhores shows de Heavy Metal que já vi!

Se no Dragonforce os vocais de ZP passavam despercebido em meio a “fritação” (e desperdício!) das guitarras, aqui o cara mostra que é excelente, e poderia estar em qualquer banda de Hard, pois seu timbre é muito legal. E se o Barend apenas faz o “feijão com arroz” no Blind Guardian, aqui se mostra um baixista fantástico.  Já, Bobby surpreende em sua nova faceta, sem a velocidade do Sodom. E a dupla de guitarristas? Bom, essa nem preciso comentar, são dois dos maiores guitarristas de Heavy Metal de todos os tempos e PONTO!

O disco abre com a faixa título, “Valley Of Tears”, ‘hardão’ maravilhoso que gruda na cabeça, logo de cara. Dai em diante, todas as músicas são excelentes, e seria bobagem destacar essa, ou aquela – é tirar o brilho de algo feito no capricho. Refrãos cativantes, passagens belíssimas, produção nota 10, é o que você encontra nesse álbum. E o disco fecha com uma bela instrumental, “One For The Road”.

Se você ainda não ouviu, o que está esperando? E se tiver a chance de ver esses caras ao vivo, não desperdice! Uma das melhores forrações da atualidade!

Luciano Piantonni

lancamentos