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Entrevista: Jacqueline Suicide: Sexo, Tattoos e Rock ‘N’ Roll

Postado 6 de agosto de 2015 às 01:42

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“Não precisa ter tatuagem para ser uma Suicide Girl”. Com essa afirmativa, Jacqueline Suicide, assim como 90% das modelos do site (www.suicidegirls.com), parecem trabalhar em contradição, afinal moças tatuadas claramente formam a preferência na página americana que exibe jovens mulheres de modo sexy em fotos profissionais de nudez.
E foi justamente por suas tatuagens que Jacqueline chamou boa parte da atenção para si, afinal, ela mostra no corpo o amor pelo cinema e pelo Hard Rock e mesmo sem banda, ela carrega o título de Rockstar. Também recrutadora de novatas à SG, Jacqueline é uma das mais reconhecidas modelos da categoria e provavelmente a maior representante da bandeira brasileira de uma beleza que só nossas mulheres têm. Saiba mais sobre Jacqueline e sua profissão, além de sua identificação com o Rock, na entrevista abaixo com essa paulista que hipnotiza homens do mundo todo.

POR HEVERTON SOUZA

HARD AND HEAVY: Quando e como se iniciou a sua carreira de Suicide Girl?

JACQUELINE SUICIDE: Há 3 anos. Como a maioria das pessoas, eu já conhecia o site, mas não como ele funcionava. Um dia conversando com um amigo que assinava o site, ele perguntou por quê eu não tentava enviar um ensaio e explicou “por cima” como funcionava. Chegando em casa, procurei mais informações e achei uma fotógrafa da staff no Brasil, mas que mora em Berlim. Enviei um e-mail pra ela e depois de 3 meses ela veio visitar sua família no Brasil e marcamos o ensaio.

H&H: Entre suas tatuagens, notamos a paixão pelo cinema, pela música e em especial pelo Rock ‘N’ Roll. Como faz para escolher de que modo abordar esses temas em seu corpo?

JACQUELINE: (risos) Não sei… Simplesmente tenho a ideia, escolho um espaço e faço! Hoje em dia está difícil, como disse, em relação ao espaço do corpo e por isso tenho que pensar muito mais antes de fazer…
Tem muita coisa que gosto em relação à música e cinema que ainda quero tatuar e não tem como. Não me arrependo de nenhuma delas e sim dos lugares que algumas estão, porque hoje tenho ideias para partes do corpo que já estão tatuadas e/ou não “combinam” com outra que está perto.

H&H: Acredita que as tatuagens do Motley Crue, Rolling Stones, Motorhead e AC/DC lhe permitam uma identificação visual mais forte com seguidores internacionais que com os brasileiros?

JACQUELINE: Com certeza sim! Essas bandas são gringas, Então é natural que os seguidores internacionais gostem mais e ainda mais hoje em dia com fácil acesso à internet e apps de músicas.

Há alguns anos, as pessoas só conheciam bandas clássicas de Rock e Hard Rock quando ouviam as músicas na rádio ou MTV ou se comprava o álbum, mas num geral só conheciam as músicas mais conhecidas e eu sentia que muitos tinham uma certa “vergonha” de falar que gostavam de Hard Rock. Havia um certo preconceito. Ganhei meu primeiro CD do Aerosmith com 10 anos, do meu pai porque pedi de aniversário e ele nem conhecia. Teve que escrever num papel e levar na loja e o único que tinha e que ele comprou foi o Permanent Vacation! Lembro que num Amigo Secreto de CDs, na 6ª série, pedi um do Aerosmith e todo mundo achou estranho, ganhei o Nine Lives! (risos) E mesmo depois, com 18 anos entrei na faculdade e no primeiro dia de aula fui com uma camiseta do Aerosmith.  Lembro que um menino me perguntou: “Nossa, você gosta de Aerosmtith?” com uma cara de reprovação. Essas situações se repetiram por anos seguintes quando falava que gostava de Guns N’ Roses, Bon Jovi, Poison, Motley Crue… era engraçado! Hoje em dia, as pessoas sentem orgulho de falar que gostam desse estilo de rock. Vejo todos usando camisetas, postando vídeos no facebook…

H&H: Mas como se interessou pelo Rock?

JAQUELINE: Comecei a ouvir Rock quando estava na 3ª série, ia de perua escolar e um dia estava tocando “Crazy”, acho que na Rádio Jovem Pan, e dei um grito para as outras crianças pararem de gritar e falar pra eu conseguir ouvir o locutor dizer no final qual banda era. Quando ele falou: “…acabamos de ouvir Aerosmith com Crazy”, fiquei repetindo “Aerosmith, Aerosmith, Aerosmith…” até chegar em casa e falar pra minha mãe comprar o CD.

H&H: Alguma banda já lhe procurou para ser modelo de capa ou de videoclipe? Combinaria perfeitamente com seu perfil de Suicide Girl…

JACQUELINE: Muitas, mas nenhuma conhecida. Não gosto da ideia de participar de videoclipes, principalmente se não conheço a banda e não tem meu estilo.

H&H: Além de modelo, você é recrutadora de Suicide Girls. Como se deu esse trabalho? Há um procedimento padrão para a seleção de modelos?

JACQUELINE: Sempre ajudei as meninas que estavam tentando entrar no site e se tornar SG, até que um dia conversando com uma ‘recruiter’ de Los Angeles sobre outro assunto, ela disse que eu deveria tentar a recrutar também e que seria muito bom para eles ter uma pessoa de confiança no Brasil. Achei a ideia incrível e está dando super certo. Já recrutei quase 200 meninas!
Acabei e voltar de L.A, conheci o escritório, todas as meninas do staff e os donos do site e a primeira coisa que eles me perguntaram foi: “como você consegue recrutar tantas meninas bonitas?” Fiquei bem feliz, porque vi que eles estão realmente bem satisfeitos com meu trabalho e do quanto ajudei e estou ajudando o Brasil a crescer e a ser reconhecido no site.

H&H: Ser uma SG lhe rende mais quais tipos de trabalho? É possível viver apenas de sua carreira atualmente?

JACQUELINE: Vários. Depende do perfil da menina. Mas faço fotos para fotógrafos independentes, marcas de roupas e acessórios e eventos como hostess. É possível sim, mas difícil no Brasil. Converso com meninas do mundo todo e muitas vivem disso, porque a maioria das propostas de trabalho que elas recebem é profissional, séria e com cachê. Infelizmente o Brasil ainda precisa crescer muito com relação a isso. Recebo dezenas de e-mails e mensagens de todos os tipos e a maioria não quer pagar cachê. As pessoas querem ter uma modelo com milhares de seguidores na sua marca ou como portfólio, mas pagar por isso são outros quinhentos…
Tenho quase 30 anos, moro sozinha e tenho várias contas pra pagar. Mesmo quando morava com meus pais, ajudava em casa.
Comecei a trabalhar em shopping com 16 anos. Acho um absurdo um profissional chamar outro pra trabalhar de graça, por divulgação.
Acho que mercado para modelos tatuados existe e muito no Brasil, mas muitas marcas e agências ainda têm um certo medo de chamar modelos tatuados para campanhas, colocar num banner ou catálogo na sua loja e clientes que não são tatuados pensarem: “hummm, nem vou entrar, acho que essa loja não é pra mim”. Posso até estar sonhando alto, mas sou formada em Rádio e TV, estudei marketing no primeiro ano, trabalhei em loja por mais de 10 anos e tenho diversas redes sociais que crescem cada dia mais e acho sim que do mesmo jeito que um cliente seleciona um negro, um louro, um ruivo, um oriental para uma campanha publicitária na TV, por exemplo, deveria ter um tatuado também.


H&H:
Para encerrar, uma curiosidade de muitos homens: como você e seu marido encaram o fato de você “inspirar” milhões de homens (risos)?

JACQUELINE: Não pensamos nisso. Éramos amigos antes de começarmos a namorar e morar juntos. Ele sabe tudo sobre minha vida, é muito tranquilo em relação a tudo e sempre me apoiou. Se ele não fosse assim, não estaria com ele. Jamais deixaria de fazer algo por causa de outra pessoa.

H&H: Obrigado pela entrevista, Jacqueline! O espaço é seu para divulgar seu trabalho.

JACQUELINE: Obrigada vocês! Só quero deixar meus contatos e dizer para as meninas que realmente querem se tornar SG, que o site tem um FAQ bem legal (www.suicidegirls.com/model/faq ) e que podem me enviar fotos e redes sociais por e-mail com perguntas e dúvidas: Jacqueline@suicidegirls.com

Instagram: @jacquelinesuicide
Twitter: @SgJacqueline
FanPage/ Facebook: Jacqueline Suicide

PERFIL
Nome Completo: Jacqueline Suicide
Idade: 29
Atividades: Suicide Girl (Modelo e Recrutadora)
Bandas favoritas: AC/DC, ACE FREHLEY, AEROSMITH, ALICE COOPER, BLACK SABBATH, BON JOVI, CINDERELLA, DEF LEPPARD, DOKKEN, EUROPE, FASTER PUSSYCAT, GREAT WHITE, GUNS N’ ROSES, IRON MAIDEN, JUDAS PRIEST, KISS, KIX, LA GUNS, MOTLEY CRUE, MOTORHEAD, POISON, RATT, ROLLING STONES, SCORPIONS, SKID ROW, SLAYER, THIN LIZZY, TWISTED SISTER, WARRANT, W.A.S.P, WHITESNAKE

CONFIRA ABAIXO A GALERIA DE FOTOS DE JACQUELINE SUICIDE:

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